Alunos da Ufac são enganados e perdem voo para congresso

Alunos do Curso de Comunicação Social/Jornalismo da Universidade Federal do Acre (Ufac) registraram na madrugada desta sexta-feira, 29, na Delegacia de Polícia do primeiro Distrito (no bairro Cadeia Velha), denúncia contra Brune Cainan, suposto empresário do ramo de agência de viagens.

A queixa foi dada após os acadêmicos não conseguirem embarcar em um voo para Foz do Iguaçu, no Paraná, onde participariam do 37° Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom). Segundo a companhia aérea, as passagens estavam inválidas.

Dez estudantes compraram, em junho, bilhetes de viagem, ao preço de R$ 600, com o suposto empresário, que se apresentou como Renan Sales. “Ele foi até a Ufac para pagarmos as passagens e mandou o comprovante ao nosso e-mail. Só que desde o começo as passagens de algumas pessoas estavam com nome errado, como o meu caso”, conta a estudante do 4° período de Jornalismo, Márcia Moreira.

“Quando apareceram os primeiros problemas, fui até o suposto escritório, mas ele não estava. Esperei mais de uma hora na frente do local, mas sem sucesso. Ele marcou horário e não compareceu. O escritório dele não tem identificação, apenas duas mesas. Segundo a mulher que aluga o local, ele nunca fica lá”.

Daiane Lopes, que também fez a compra das passagens, diz que várias tentativas de contato com o vendedor foram feitas. “Todos do grupo ligaram para ele. Somando todas as ligações, foram 90 tentativas. Porém, ele não atendeu nenhuma das vezes. Após ele ver sua foto sendo divulgada nos grupos de whathsapp nesta sexta, ele veio até a minha casa explicar a situação”.

O outro lado

A reportagem conseguiu entrar em contato com Brune Cainan. Por telefone, o empresário explicou que atua como intermediador do vendedor de passagens Gean Oliveira, de São Paulo, e que este lhe aplicou um golpe ao emitir de maneira incorreta as passagens aéreas.

“As pessoas me procuram para comprar passagens e, ao verificar vagas de voos no sistema, solicito os bilhetes e só depois cobro o pagamento para Gean quitar com as companhias aéreas. O problema é que, desta vez, as passagens foram pagas por ele com cartões clonados e eu não sabia”, disse o vendedor.

Cainan disse ainda que conseguiu entrar em contato com Oliveira. “Ele mandou eu dar meu jeito para resolver essa situação porque eu não tinha como provar que ele era o culpado. Mas tenho os comprovante da transferência, entre outras provas, e não vou fugir de minha responsabilidade de tentar resolver essa situação”.

Sobre o uso de um segundo nome e sobrenome, ele justificou: “Renan Sales é como gosto de ser chamado. Apenas uma questão de preferência”.

Luan Cesar

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