OMS seleciona oito tratamentos e duas vacinas contra o ebola

A Organização Mundial da Saúde pediu nesta quinta-feira (4) a um grupo de 200 especialistas reunidos em Genebra que avaliem e desenvolvam oito tratamentos e duas vacinas experimentais contra o vírus do ebola.

“Apesar das medidas excepcionais para acelerar o ritmo dos testes clínicos, os novos tratamentos e as novas vacinas não estarão disponíveis para seu uso generalizado antes do final de 2014”, preveniu a OMS em um documento.

Neste ano, apenas estavam disponíveis pequenas quantidades de doses ou tratamentos novos, indicou a organização, recordando que em circunstâncias normais a avaliação clínica deste tipo de tratamento levaria ao menos dez anos.

Os 200 especialistas reunidos pela OMS a portas fechadas em um hotel de Genebra têm a missão de analisar as possibilidades de produção e de utilização desses tratamentos experimentais.

Para combater o vírus vários métodos estão sendo desenvolvidos, como produtos sanguíneos, terapias imunológicas, medicamentos ou vacinas, mas até o momento nenhum deles foi homologado para um uso padrão.

Em agosto, um grupo de especialistas reunidos pela OMS considerou ético que, nas circunstâncias particulares atuais, métodos experimentais sejam usados como tratamentos potenciais, embora ainda não se saiba se são realmente eficazes.

EPIDEMIA

Segundo a OMS, o avanço dos casos do vírus do ebola na África Ocidental “não tem precedentes por seu alcance e complexidade e pela carga que representa para os sistemas de saúde”.

Em seu último balanço na quarta-feira (3), a diretora-geral da organização, Margaret Chan, informou sobre mais de 1.900 mortos de um total de 3.500 casos. Na semana passada, eram 1.552 mortos de 3.069 casos.

Ainda segundo a OMS, as autoridades internacionais de saúde não acreditam em uma solução para acabar com a epidemia em menos de seis meses.

Os países atingidos pela epidemia são Guiné, Libéria, Serra Leoa e Nigéria. A República Democrática do Congo também apresenta casos de ebola, mas não vinculados à epidemia dos países da África Ocidental.

Folha de S. Paulo

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