Publicado em 6 de novembro de 2014

Preços de gasolina e diesel vão aumentar a partir da meia-noite de sexta-feira

A Petrobras anunciou no início da noite desta quinta-feira reajuste de preços de gasolina em 3% e do diesel em 5% nas refinarias, a partir da 0h de sexta-feira (7), segundo comunicado divulgado ao mercado.

O reajuste era amplamente esperado pelo mercado e deve dar algum alívio para o caixa da estatal, mas pressionar a inflação que já está rondando acima do teto da meta do governo em 12 meses.

Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

Aumento da gasolina e do diesel foi negociado com o Ministério da Fazenda

A reajuste, que terá impacto na bomba de combustível, foi divulgado após a Petrobras ter indicado em notas, na terça-feira (4) e na quarta-feira (5), que não havia decisão quanto ao aumento de preços. Este é o primeiro aumento dos combustíveis desde novembro de 2013, quando a gasolina subiu 4% e o diesel 8%.

O mercado esperava que o reajuste pudesse ter sido anunciado após a reunião do Conselho de Administração, realizada em Brasília, na terça-feira.

O aumento de preços dos combustíveis deve dar algum fôlego para a empresa que tem um dos maiores planos de investimento do mundo corporativo, com dívida crescente, fator que levou a agência de classificação de risco Moody’s a rebaixar o rating da Petrobras em outubro.

Mas o reajuste neste momento pode inviabilizar o cumprimento da meta de inflação neste ano, que já está rodando acima do teto no acumulado de 12 meses.

Segundo comunicado da empresa, os preços da gasolina e do diesel, sobre os quais incide o reajuste anunciado, não incluem os tributos federais CIDE e PIS/Cofins e o tributo estadual ICMS.

Apresentação de resultados

Na noite de quarta-feira (5), a Petrobras divulgou nota de esclarecimento informando que está agendada uma nova reunião do Conselho de Administração para o próximo dia 14 de novembro, cuja pauta prevê a apresentação das Demonstrações Financeiras do 3º trimestre de 2014.

A Petrobras disse ainda que “não procede a informação que a PriceWaterhouseCoopers (PWC) haveria se negado a aprovar as Demonstrações Financeiras da companhia”, em meio a denúncias de corrupção levantadas pela operação Lava Jato, da Polícia Federal.

“Neste momento, os trabalhos de auditoria independente da PWC estão em andamento”, afirmou.

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No fim de outubro, a petroleira contratou duas empresas independentes para investigar as denúncias feitas pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa, preso na operação da Polícia Federal.

Por Reuters

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