Recuperação de rodovias danificadas por cheia custará R$ 200 mi, diz Dnit

Após as diversas interdições da BR-364, único acesso por terra ao Acre, que teve diversos pontos submersos por mais de 60 dias, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) levantou que 60 quilômetros danificados da rodovia deverão ser totalmente refeitos. A BR-425 também foi danificada, pelo menos 30 quilômetros, um custo total de R$ 200 milhões para as obras de recuperação, informou o superintendente regional do órgão, Fabiano Cunha.

Até o momento, ações estão sendo realizadas para identificar estragos, trechos críticos e condições de tráfego nas rodovias. Uma equipe do Dnit, em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), está responsável pelo controle do tráfego, de acordo com as condições da pista e o peso das cargas e veículos. Uma equipe de obras trabalha para liberar a pista.

Um dos pontos críticos é na região de Velha Mutum, em uma extensão de dois quilômetros. O trânsito de ônibus pela rodovia foi liberado nesta sexta-feira (18). Devido as condições precárias, o Dnit alerta que os motoristas devem ter atenção redobrada. “A água foi embora, mas a lama e materiais orgânicos estão na pista e podem fazer o carro derrapar se a velocidade estiver muito alta”, diz o superintendente regional do órgão, Fabiano Cunha.

 Segundo Fabiano, as obras emergenciais na rodovia devem ser iniciadas no mês de maio e seguir até dezembro. Na próxima semana, uma reunião em Brasília deverá definir  a liberação de recursos para a obra.

No momento mais crítico, a BR-364 chegou a ser totalmente bloqueada, isolando cidades do oeste de Rondônia e também o Estado do Acre. Especialistas do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) afirmam que o Rio Madeira pode demorar até 5 meses para atingir seu menor nível, de 3,70 metros.

Em todo o estado, a cheia histórica do rio já prejudicou cerca de 30 mil pessoas, entre desabrigados e desalojados. Porto Velho e 11 distritos foram os mais atingidos. Desabrigados ocupam escolas, igrejas e barracas de lona enviadas pelo governo federal.

Autor: G1 RO
Fonte: G1 RO

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