Língua x Fala | ecoacre.net
Publicado em 30 de janeiro de 2018

Língua x Fala

A Língua Portuguesa brasileira é uma das mais faladas e conhecidas do mundo. Ela teve origem no Latim Vulgar e é conhecida como Língua Latina. Com a evolução histórica dos povos que falavam o latim vulgar chegamos ao que hoje é a nossa língua, especialmente a falada na Europa, África, Ásia e Oceania. No Brasil, há traços muito particulares na língua por causa da influência sofrida durante o descobrimento e ocupação do país.

Toda a modificação que ocorre nas representações formais de uma língua, gramática e dicionário, é resultado da influência da fala. Ou seja, o que dizemos no dia a dia, nas conversas, nas construções orais de modo geral, altera a atuação gramatical. Desse modo, a linguagem verbal, a forma como cada cidadão se comunica, é essencial para o conjunto de códigos e regras imposto pela língua escrita.

Com mais praticidade, podemos dizer que o que se diz altera o que se escreve. Essa é uma mudança paulatina que ocorre junto às transformações sociais, econômicas e culturais, mas que faz grande diferença no conjunto da Língua Portuguesa. Por exemplo, a palavra pneu originou-se de pneumático e esse fenômeno, chamado de lei do menor esforço, modificou muitas outras palavras por conta da praticidade, da urgência da fala e de seu caráter dinâmico.

Para além dessas modificações na fala, as redes sociais também contribuem muito com o que se escreve, pois a linguagem usada no mundo virtual é representada também por esse caráter de urgência e praticidade exagerada. O importante é que nossa linguagem possa sofrer mais as influências positivas que negativas dessas modificações e que por meio delas possamos estabelecer sentido com as leituras que fazemos e com as conexões linguísticas que estabelecemos.

Assim, mesmo com todas as modificações sofridas ao longo dos anos, a Língua Portuguesa brasileira continua e continuará sendo representação legítima da nossa história, da nossa cultura e da nossa sociedade, pois é o depósito incomparável da identidade de seu povo.

Professora Nayra Claudinne Guedes Menezes Colombo

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