Publicado em 13 de abril de 2015

Acre planeja alcançar autossuficiência na produção de leite até 2016

Até 2016 o Acre deverá alcançar a autossuficiência na produção de leite no Estado. A estimativa resulta da execução de mais um projeto fruto de parceria público-privada comunitária debatido entre o governador Tião Viana, empresários do ramo agroindustrial, Banco da Amazônia e representantes da empresa que gerencia o Fundo de Investimentos em Participação em Empresas Sustentáveis na Amazônia (FIP). A reunião foi realizada na Casa Civil, nesta sexta-feira, 10.
Segundo Tião Viana, foram adquiridas 1.300 vacas que serão transportadas para a região do Alto Acre, onde será dado início ao projeto de produção de leite em grande escala envolvendo o pequeno, o médio e o grande produtor.
“Com isto, o Acre fecha o ciclo da cadeia de proteína animal com a implementação do que pode vir a ser a quinta maior fazenda leiteira do Brasil, que prevê uma produção de 103 mil litros de leite diariamente, a partir do uso de alta tecnologia sustentável até 2016”, destacou o governador.
A consolidação do projeto será feita em duas fases, onde inicialmente o governo investirá R$ 2 milhões na construção de um mini laticínio para a iniciação do projeto, seguido pela liberação de um crédito inicial de R$ 26 milhões a ser solicitado junto ao Banco da Amazônia, para a infraestrutura da fazenda.
O superintendente do Banco da Amazônia no Acre, José Roberto da Costa, explicou que assim que forem aprovados os projetos de solicitação do crédito, a instituição procederá com a liberação que deverá ocorrer até meados de agosto deste ano.
Agroindústria do Acre fecha ciclo

Com a implantação do projeto voltado para a bacia leiteira, o Acre fecha o ciclo do modelo sistêmico da economia agroindustrial no estado que se somam aos projetos de piscicultura, suinocultura e avicultura. O representante da gerenciadora do FIP, Luis Fernando Laranja, afirmou que a estratégia econômica do Estado é eficiente para o fortalecimento das cadeias agroindustriais. “Aqui há um estímulo na formatação da agroindústria que se traduz num ganho espetacular para o Acre”, afirmou.
O empresário investidor, Paulo Santoyo, afirma que o projeto será desafiador, pois caminhará numa velocidade que se difere dos demais projetos de governo. “Queremos desenvolvê-lo de maneira integrada e avançar ainda no processo de fertilização dos animais. O momento agora é viabilizar a vinda das matrizes [vacas] para o estado”, disse.

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