Publicado em 16 de abril de 2015

Acreanos são os que menos consomem frutas e verduras, aponta pesquisa

Segundo OMS, ingestão necessária é de pelo menos 400 gramas de frutas e verduras diariamente, o que equivale a duas ou três poções diárias - Foto: Regiclay Saady

Segundo OMS, ingestão necessária é de pelo menos 400 gramas de frutas e verduras diariamente, o que equivale a duas ou três poções diárias – Foto: Regiclay Saady

Por Dell Pinheiro – De acordo com dados da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2014), divulgados na última sexta-feira, 10, em Rio Branco, apenas 15% da população consome frutas e hortaliças – alimentos que são fundamentais para o bom funcionamento do nosso organismo (um dos piores índices do país). Belém foi a segunda cidade apontada pela pesquisa com 17%.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a ingestão necessária é de pelo menos 400 gramas desses alimentos diariamente (o que equivale a duas ou três poções diárias). Para o nutricionista Artur Felipe Queiroz, o consumo desses produtos é fundamental para o ser humano.

“A ingestão de frutas é benéfica. Primeiramente quanto à prevenção de doenças porque são alimentos saudáveis, pois contém vitaminas e minerais que são de suma importância para o nosso organismo. As verduras que também são alimentos funcionais possuem vitaminas, minerais e micronutrientes que contribuem para aumentar a nossa expectativa de vida. O importante é que a população aumente esse consumo. Nos grandes centros o consumo desses alimentos é bem maior. Na nossa região é mais complicado devido à distância porque a maioria das nossas frutas e hortaliças, cerca de 99% vem de outras cidades, principalmente do Sudeste. A cultura das pessoas de não consumir esses produtos faz com que elas se alimente de maneira  menos saudável”, ressaltou Queiroz.

"Consumo desses alimentos é importante para a prevenção de doenças, pois contém vitaminas e minerais que são fundamentais para o nosso organismo”, salienta o nutricionista Artur Felipe

Ele também salientou quanto ao uso de polivitamínicos. “Essas substâncias em sua grande maioria são arriscadas. As empresas que fabricam esses produtos aumentam a quantidade de aditivos químicos e diminuem a quantidade de nutrientes. Então, o mais aconselhável é consumir os polivitamínicos através da alimentação natural. Os sucos de frutas e também de algumas hortaliças são uma boa pedida”, finalizou.

Dados da pesquisa

Além de frutas e hortaliças, o Vigitel fez outras análises importantes sobre a alimentação dos brasileiros. O estudo mostra que 29,4% da população ainda consome carne com excesso de gordura. No Norte, 24,2% da população manauara e 26,8% da população de Belém consomem carne com gordura, menor que o índice nacional. Entre as doze cidades brasileiras que mais consomem carne com gordura, quatro são da região Norte: Macapá (31,7%), Rio Branco (31,8%), Boa Vista (33,2%), Porto Velho (33,7%) e Palmas (35,6%).

Quando se trata do alimento mais consumido pelos brasileiros, a pesquisa mostrou que o consumo regular de feijão em cinco ou mais dias na semana é de 66%. No Norte, Palmas apresenta o maior índice da região, com 76,6%. Em Macapá, apenas 37,8% consomem a leguminosa, seguida de Manaus (39%), Belém (45,6%), Boa Vista (56,6%), Porto Velho (65,4%) e Rio Branco (64,7%).

Livro estimula hábitos saudáveis

O incentivo a uma alimentação saudável é essencial para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Para estimular o aumento no consumo de frutas, verduras e hortaliças, que reduzem a obesidade, diabetes, hipertensão e outras doenças, Ministério da Saúde lançou o livro Alimentos Regionais Brasileiros. A publicação traz dicas de como cozinhar de maneira benéfica os pratos típicos de cada região.

Além de orientar sobre o tipo de alimento (características e uso culinário), o Alimentos Regionais traz informações de como comer e preparar a refeição, uma lista de possíveis substituições para as preparações desenvolvidas, ressaltando a diversidade cultural brasileira. A intenção é proporcionar a população o conhecimento das mais variadas espécies de frutas, hortaliças, leguminosas, tubérculos, cereais, ervas, entre outros existentes no país. A versão digital do livro já está disponível no portal do Ministério da Saúde na internet.

*Jornal Página 20 

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