Publicado em 23 de maio de 2018

Assembleia da Saúde aprova plano de cobertura para 1 bilhão de pessoas

Delegados que participam da Assembleia Mundial da Saúde aprovaram hoje (23) o que a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) se referiu como ambicioso plano estratégico para os próximos cinco anos. A agenda foi definida no intuito de contribuir para alcançar os chamados Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) – com foco, em particular, na garantia de vidas saudáveis e do bem-estar de pessoas de todas as idades até 2030.

De acordo com a OMS, o plano aprovado é composto de três metas: garantir, até 2023, que mais 1 bilhão de pessoas passem a se beneficiar de cobertura universal em saúde; que mais 1 bilhão de pessoas estejam protegidas de emergências em saúde; e que mais 1 bilhão de pessoas gozem de boa saúde e bem-estar. A estimativa da entidade é que, alcançando esses três pontos, um total de 29 bilhões de vidas possam ser salvas em todo o mundo.

Segundo o relatório Estatísticas Mundiais da Saúde, menos da metade da população global recebe todos os serviços de que precisa. Em 2010, quase 100 milhões de pessoas foram empurradas para uma situação de pobreza extrema por pagar despesas médicas. Além disso, cerca de 13 milhões de pessoas morrem antes dos 70 anos com doenças cardiovasculares, doença respiratória crônica e câncer, a maioria em países de baixa e média renda.

Tópicos-chave

A partir de hoje, a assembleia passa a discutir o trabalho da OMS em meio a emergências em saúde pública. Ao longo dos próximos dias, os delegados devem tomar decisões relacionadas à preparação para pandemias de gripe, cólera, tuberculose, tecnologia assistiva, poliomielite e as condições de saúde de áreas ocupadas da Palestina, entre outros.

O encontro também vai analisar tópicos como o acesso a medicamentos essenciais e vacinas e a saúde de mulheres, crianças e adolescentes.

A Assembleia Mundial da Saúde é composta por delegados de países-membros da OMS e também por representantes de diversas agências, organizações, fundações e grupos que contribuem para melhorar a saúde pública.

 

Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Edição: Lílian Beraldo

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