Publicado em 15 de junho de 2018

Celebração cultural marca reinauguração da Casa dos Povos Indígenas e lançamento do Selo Chico Mendes

Maria Meirelles

Gleilson Miranda/Secom

Palco das inúmeras expressões artísticas acreanas, a Casa dos Povos Indígenas é considerada como uma espécie de sede urbana dos povos da floresta. Na noite desta quinta-feira, 14, o governador Tião Viana realizou a entrega da obra de revitalização do local, conhecido também como “antigo Espaço Kaxinawa”.

A festa de celebração da cultura e identidade acreana foi promovida com melodias tradicionais das etnias Huni Kuin e Yawanawa. Com 2,2 mil metros quadrados de extensão, contendo um dos principais remanescentes florestais da área central, o lugar abriga a Assessoria de Assuntos Indígenas.

Gleilson Miranda/Secom

Componente importante na história de luta, conquistas e fortalecimento dos costumes dos índios, a Casa dos Povos dos Indígenas sediou o primeiro festival de cultura indígena do Acre – realizado na gestão do então governador, hoje senador, Jorge Viana.

Na obra de reforma e adequação do espaço, o governo do Estado, por meio da Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour (FEM), secretarias de Obras Públicas (Seop) e Educação (SEE), investiu R$ 370,4 mil.

“Esse espaço representa o encontro do movimento de cultura do Acre, com a nossa identidade. Nós temos a presença dos irmãos indígenas nesse estado há 2.200 anos, portanto, toda a nossa reverência a essa cultura, a esses povos e às 34 Terras Indígenas e toda uma identidade e riqueza espiritual e cultural que eles nos remetem. Recuperamos este local em meio a uma crise econômica, sendo esta obra parte de um conjunto de espaços culturais que nós vamos entregar até o final da gestão”, salientou Tião Viana.

Gleilson Miranda/Secom

Constituído por 16 etnias, o Acre se destaca no Brasil por construir uma gestão pública de parceria e respeito com as populações tradicionais. “O fortalecimento da nossa cultura começou aqui, essa obra representa o compromisso do governador com as populações indígenas”, frisou o assessor de Assuntos Indígenas, Zezinho Yube.

A partir de agora, além de compor a área administrativa da Assessoria Indígena, o novo espaço também agrega um centro de artesanato, a Casa de Artes para promoção da cultura, apresentações artísticas, encontros e a comercialização de produtos.

Karla Martins, diretora-presidente da FEM, observou que a reinauguração da Casa dos Povos Indígenas já faz parte do processo de revitalização dos espaços culturais acreanos. “A próxima inauguração será do Biblioteca de Epitaciolândia, em seguida o Memorial Wilson Pinheiro, em Brasileia, o Teatro Barracão aqui em Rio Branco, enfim, são muita obras sendo revitalizadas”.

Na ocasião, o governo do Estado lançou o terceiro edital de implementação dos planos de gestão das Terras Indígenas (PGTIs). “Nessa terceira fase, estamos investindo R$ 1,9 milhão para apoio aos projetos de gestão, empoderamento das mulheres e fortalecimento institucional das entidades indígenas. Somente neste ano, investimentos em políticas indigenistas R$ 5,6 milhões, o que demonstra o compromisso do governo na construção de um Acre sustentável”, enfatizou o secretário de Estado de Meio Ambiente, Edegard de Deus.

 

Selo Chico Mendes

Durante a solenidade de entrega da obra, o governador Tião Viana e primeira-dama Marlúcia Cândida também realizaram o lançamento e sanção do decreto do Selo Chico Mendes: 30 Anos Para Sempre.

A marca que faz alusão ao legado do líder seringueiro – assassinado há quase três décadas – constará, a partir de agora até dezembro deste ano, nos documentos oficiais e peças publicitárias do governo do Acre.

“Neste ano, o Chico Mendes completa 30 anos de morte, mas é muito doído falarmos em morte, gostamos de lembrar a sua história e a responsabilidade que nos deixou, pois vamos levar por onde formos à luta dos povos da floresta. O selo é uma homenagem do governo para com a memória do Chico e representa o nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável”, explicou a primeira-dama Marlúcia Cândida.

A celebração cultural na Casa dos Povos Indígenas reuniu gestores, índios e diversas personalidades acreanas, que integram a história de construção de um novo Acre.

 

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