Comércio utiliza promoções para superar prejuízos, em Rio Branco

Além das promoções, redução de preços é alternativa para aquecer comércio – Foto: Regiclay Saady

Antecipar o período promocional foi uma das alternativas encontradas neste mês de janeiro pelos donos da loja onde Laura Maria de Souza trabalha como vendedora. As roupas infantis que comercializam receberam descontos entre 15 e 50%, a estratégia é para segurar a clientela e repor o prejuízo acumulado no final de 2015.

O comércio acreano tem confirmado a preocupação que cerca de 70% de empresários acreanos disseram sentir, em pesquisa feita nos primeiros dias de janeiro pela Federação do Comércio (Fecomércio): as vendas diminuíram consideravelmente. Já que a recuperação não veio com os números do fim de ano, a saída tem sido os valores promocionais.

“Os clientes sempre entravam em busca de desconto, mas enquanto os preços ainda não tinham a possibilidade de baixar, saíam menos produtos. Foi só sair o anúncio da promoção e começou a ter retorno. Em um dia da loja com os descontos, o caixa fechou com mais de dois mil reais”, disse a vendedora.

Na pesquisa da Federação, pelo menos 35% dos empresários havia confirmado que utilizariam promoções como estratégia de mercado para conquistar os clientes. Mesmo assim, apesar dos 30% de desconto dado em alguns cosméticos de sua loja, Eliane Bezerra, que atua no segmento há mais de 20 anos, ainda não tem identificado bons sinais.

“O faturamento, até agora, está uns 30% menor. As pessoas querem o que está em promoção, para economizar, e mesmo com o desconto que estamos oferecendo nós ainda não conseguimos nos recuperar”, lamentou a empresária.

Mas há quem não sinta tanto a diferença. As promoções e redução de preços são práticas constantes no comércio de peças íntimas de José Elói, que há 14 anos atua no segmento. O empresário afirma que a queda nas vendas é comum para o período e não destaca prejuízos sobre faturamento.

Além das promoções, que em alguns lugares chegam a 70%, a redução de preços também passou a ser alternativa. Para a Fecomércio, boa parte dos empresários teme o endividamento do consumidor, que sofre influência das políticas econômicas do país e da alta taxa de desemprego.

Por Valéria Santana

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