Coordenador suspeito de estuprar aluno de 12 anos no AC pesquisou pena para crime, diz delegado

O coordenador de uma escola na zona rural de Mâncio Lima, no interior do Acre, preso nesta quinta-feira (18) suspeito de estuprar um aluno de 12 anos, teria feito pesquisas sobre a pena para o crime. A informação foi confirmada pelo delegado que investiga o caso, Obetâneo dos Santos.

“A polícia está trabalhando com uma série de informações, dentre elas, a notícia de que o acusado realizou pesquisas para consultar qual era a pena do crime de estupro de vulnerável”, afirmou Santos.

Conforme a polícia, a criança teria contado a situação para um parente, que repassou a informação ao pai do menino. Assim que soube da história, o pai procurou a polícia e fez a denúncia.

O delegado afirmou que a criança contou que o estupro teria iniciado há cerca de 10 dias e que a primeira vez teria ocorrido dentro da escola e a segunda na casa do suspeito.

O menino fez o exame de conjunção carnal e, segundo o delegado, o resultado deve ficar pronto até a próxima semana. “Independente do resultado do exame, o fato é que ele forçou a criança a fazer sexo oral com ele. Então, está configurado o estupro de vulnerável, independe de qualquer coisa”, afirmou.

Na delegacia, o suspeito negou o crime. Após ser ouvido, o coordenador foi levado para a penitenciária de Cruzeiro do Sul.

Sobre a possibilidade de outros alunos terem sido vítima, o delegado afirmou que a investigação está em fase inicial. “Estou com uma equipe tratando exatamente sobre esse assunto agora, vamos investigar melhor e com mais calma. Ainda é precipitado falar qualquer coisa, é melhor ter cautela para não perder qualquer coisa, se é que tem”.

O Conselho Tutelar do município acompanha o caso. De acordo com o conselheiro José Maria, conhecido Mario Gomes, informou que duas conselheiras foram ao local junto com uma equipe da assistência social e psicólogos da prefeitura.

“A gente está sim acompanhando de perto esse caso, juntamente com a equipe de proteção especial, composta por um psicólogo e assistente social e estão sendo feitos os encaminhamentos necessários. Nesse caso, o Conselho Tutelar vai fiscalizar e acompanhar se o serviço que a família está necessitando para atender o adolescente está sendo feito conforme a lei”, afirmou o conselheiro.

Servidor afastado

O G1 entrou em contato com o secretário de Educação do Município, Ériton Maia, que, em nota, informou que não foi comunicado sobre o caso e que também não registrou nenhuma queixa verbal contra o servidor, mas garantiu que ele deve ser afastado da função até o fim das investigações.

Ainda no informe, o secretário diz que o coordenador assumiu o cargo em fevereiro deste ano e que foi uma indicação do diretor da escola. “Cabendo a Secretaria tão somente a formalização do ato, não participando de qualquer critério de seleção, visto que a legislação vigente confere ao gestor escolar a responsabilidade pelo provimento da função”, destaca.

Mesmo sem ter sido informada oficialmente, a secretaria diz que vai prestar apoio ao menino, oferecendo, inclusive, atendimento com assistente social e psicólogo. “Já comunicamos ao Conselho Tutelar local sobre os fatos expostos, a fim de que sejam garantidos os direitos fundamentais conferidos a criança e ao adolescente”, garante.

Com informações do Portal G1.

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