Defesa pede e juiz do Piauí adia julgamento de Hildebrando para maio do ano que vem

O chefe do chamado “esquadrão da morte” no Acre, o ex-deputado Hildebrando Pascoal (d), chegando à sede da Justiça Federal, em Brasília, onde começou hoje o seu julgamento. Ele e outras cinco pessoas irão a júri popular. Hildebrando é acusado de ser o mandante da morte de um policial civil quando ainda era deputado estadual. O julgamento deve se estender até o fim da semana.

A defesa do ex-deputado federal Hildebrando Pascoal alegou não ter recebido, em tempo hábil, a cópia dos autos e por isso, pediu o adiamento do julgamento que iria ocorrer por meio de videoconferência com a justiça do Estado do Piauí. O pedido foi acatado pelo juiz piauiense José Sodré Ferreira Neto, e o julgamento foi transferido para o dia 19 de maio de 2020.

Hildebrando Pascoal e o ex-policial militar Raimundo Alves de Oliveira, são acusados de homicídio contra José Hugo Alves Júnior, que ficou conhecido como “Caso Huguinho”.

Em 2009, Hidelbrando Pascoal foi condenado pela morte de Agilson Firmino, o ‘Baiano’, caso que ficou conhecido popularmente como ‘Crime da Motosserra’. Firmino teria auxiliado na fuga de José Hugo Alves Júnior, suspeito de ter assassinado Itamar Pascoal, irmão do ex-deputado, após uma discussão em um posto de gasolina da capital.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Piauí (MP-PI), em janeiro de 1997, Hildebrando Pascoal conseguiu localizar José Hugo em Parnaguá, teria levada a vítima para o município de Formosa do Rio Preto (BA), onde teria sido torturada e assassinada. O ex-deputado também teria sequestrado e cometido cárcere privado contra esposa e filhos de José Hugo.

O ex-deputado sofre com sérios problemas de saúde e saiu há poucos dias, por ordem da justiça, deixou a penitenciária para cumprir prisão domiciliar. O júri segue apenas com a oitiva do réu Raimundo Alves.

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