Diga que você está de acordo! MÁQUINAFATZER estreia em Rio Branco.

 

Roseane Farias.

Espetáculo será nos dias 6, 7 e 8 na Usina de Arte João Donato
Roteiro criado a partir dos fragmentos escritos para o “Fatzer”, por Bertolt Brecht.

 

Depois de circular nos principais festivais nacionais do país, “Diga que você está de acordo! MÁQUINAFATZER”, do grupo cearense Teatro Máquina estreia em Rio Branco (AC), nos dias 6 e 7 de julho, às 20 horas, e domingo, 8, às 19 horas, na Usina de Arte João Donato. As sessões são gratuitas.

Com patrocínio da Petrobras e realização do Ministério da Cultura (MinC), o espetáculo acontece em Rio Branco e depois segue para Belém (PA), Manaus (AM) e Palmas (TO).

Em “Diga que você está de acordo! MÁQUINAFATZER”, o público fará um mergulho nos fragmentos do Fatzer de Bertolt Brecht, escritos entre 1926 e 1931.

O Teatro Máquina usa fragmentos da decadência do egoísta Johann Fatzer para contar a história de quatro soldados que tentam fugir da Primeira Guerra Mundial. Escondidos numa casa, eles expõem fragilidades, discordâncias e pontos em comum.

Na montagem, o grupo se desafia a enfrentar o material textual inacabado e a desenvolver uma dramaturgia da cena, explorando a guerra como condutora e improvisando e descobrindo como a linguagem e o tempo do teatro podem expressar os extremos da espera, da violência e da comunicação.

Com direção de Fran Teixeira, “Diga que você está de acordo! MÁQUINAFATZER” explora a potência do tempo presente em criação de ação contínua, transfigurando os fantasmas do passado e do futuro no agora da representação.

 

Acessibilidade – Serão três apresentações gratuitas em cada cidade. Como parte do projeto, o grupo desenvolve uma política de acessibilidade através da distribuição dos programas do espetáculo com versão em Braille, além de já ser um trabalho acessível a surdos pois a palavra é quase totalmente suprimida no espetáculo. A fala, quando há, se dá numa língua inventada.

 

Atividades formativas

O projeto de circulação promove atividades formativas cujo eixo central é a mediação.

Uma delas acontece no dia 7, após o espetáculo. Um debate mediado pelo professor e pesquisador Humberto Sueyoshi, do curso de Artes Cênicas da Universidade Federal do Acre (Ufac), com os artistas do Teatro Máquina.

Outro momento é a desmontagem no dia 8 de julho, às 16 horas. A iniciativa é dirigida aos alunos de Artes Cênicas da UFAC, artistas de teatro, pesquisadores e demais interessados.

O que é a desmontagem? Um procedimento de aproximação entre público e obra. A ideia é contribuir para a constituição de um percurso relacional entre o espectador e a cena, pautado na atividade de expor todo o aparato teatral e assim revelar as formas de produção do teatro como espaço físico e do espetáculo como obra. Com a atividade, os artistas e técnicos do Teatro Máquina conduzem a mediação.

Uma outra atividade do projeto será o encontro com grupos e artistas de teatro da cidade. O objetivo do grupo é promover algo além da apresentação do espetáculo, criando uma relação com a cidade, seu público e artistas, com a ideia de fomentar o trabalho continuado e fortalecendo as ações de teatro de grupo.

 

Sobre o Fatzer

Na encenação de sua Máquina Fatzer, o grupo dá forma ao fragmento em tensão, repetição, engajamento físico e na construção/destituição de uma língua inventada.

O Fatzer é sobre a guerra. Sobre esse lugar sombrio que revela a natureza, revela o que pensamos termos construído como humanidade, revela o que não podemos entender como homens, o que não queremos saber. Entre quatro paredes e com as gargantas abertas e dirigidas para o público. Entre o que pretendemos mostrar e o que mostramos. Entre o que sabemos e o que ainda não conhecemos.

Fatzer é também sobre a língua. É sobre a máquina-língua que inventa a palavra guerra. É sobre a guerra tornada língua. É sobre a fala tornada impedimento. Sobre a fala expressão de desacordo, de desencontro, de tentativa, de confronto. Sobre a fala cortada, sobre o blá blá blá, sobre o vazio do discurso, sobre o discurso vazio, sobre aquilo que só se representa quando se expressa, sobre a linguagem-trauma, sobre o que não pode ser dito. É também sobre o que perdemos, sobre o que continuamos perdendo. Sobre o que acumulamos, o que empilhamos, o que derrubamos, sobre o que pisamos.

 

 

FICHA TÉCNICA

 

Direção

Fran Teixeira

 

Com

Fabiano Veríssimo

Felipe de Paula

Márcio Medeiros

Levy Mota

Loreta Dialla

 

Tutoria

Guillermo Cacace

 

Colaboração

Júlia Sarmento

Michael Wehren (Friendly Fire)

Stephane Brodt (Amok Teatro)

 

Registro dos encontros

Guilherme Bruno

 

Produção geral

Fabiano Veríssimo e Levy Mota

 

Assistência de produção

Ana Luiza Rios

 

Produção local

Denise Oliveira

 

 

Criação de Sonoplastia

Ayrton Pessoa Bob (Orientador)

Marcos Paulo Leão (Assistente)

Israel Silveira (Assistente)

Glauber Bass

Laylton Maia

Marcelo Freitas

Marcos Au Coelho

Matheus Ramilen

Rami Freitas

Saulo de Castro

Tuilla Cláudia

 

 

Cenografia

Frederico Teixeira

 

Cenotecnia

Fernando Casari (Orientador)

Diego Brito

Gabura Mn

Israel Silveira

Jacqueline Brito

Pedro Moreira

 

Objetos cenográficos

Alex Ferreira

 

Iluminação

Walter Façanha

 

Figurino

Diogo Costa

 

Costureiras

Francisca Maria

Odaíde Baía

Tetê Ferreira

 

Adereços de couro

Muñoz Aguirre

 

Arte gráfica

Fernanda Porto

 

Fotos

Deivyson Teixeira

 

Operação de luz

Ciel Carvalho

 

Operação de som

Ana Luiza Rios

 

Patrocínio

Petrobras

 

Realização

Ministério da Cultura

 

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