Publicado em 28 de março de 2018

Feira do Peixe inicia vendas com expectativa de movimentar R$ 1,7 milhão

Tambaqui, tambacu, matrinchã, curimatã, tilápia, piau, pintado, filé de filhote, surubim, filé de pirarucu, bodó, traíra, cará. Tem peixe para todos os gostos e com preços que variam de R$ 5 a R$ 33 o quilo, tudo para atender a clientela em mais uma edição da Feira do Peixe e Agricultura Familiar, promovida pelo governo do Estado, Prefeitura de Rio Branco e Central das Cooperativas e Empreendimentos Solidários (Unisol), iniciada nesta terça-feira, 27.

Às vésperas da Sexta feira da Paixão, o consumidor acreano tem como opção de pontos de vendas a Central de Abastecimento de Rio Branco (Ceasa) e os mercados públicos do Bosque, Cidade do Povo, Elias Mansour, Estação Experimental e Seis de Agosto. E ainda nas peixarias da Avenida Amadeo Barbosa, na região do Panorama e Conjunto Universitário.

A Prefeitura de Rio Branco estima que sejam recebidos 90 mil visitantes nas feiras e comercializadas aproximadamente 60 toneladas de pescado e 250 toneladas de produtos hortigranjeiros, atingindo uma movimentação financeira da ordem de R$ 1,7 milhão.

Estimativa é que sejam vendidas 60 toneladas de pescado (Foto: Alexandre Noronha/Secom)

Expectativa de boas vendas

Os peixes ofertados são criados em tanques de piscicultura, a maioria da região de Bujari. Como os comercializados por Alexandre Lima e Emilene Silva.

“São peixes criados em cativeiro, como diz o pessoal aqui da cidade. Compramos de criadores do Bujari e revendemos aqui na Ceasa. Nossa expectativa este ano é de comercializar pelo menos seis toneladas no feriado. Essa é a média que vendemos ano passado”, diz Alexandre Lima.

As expectativas do peixeiro Adalcimar Monteiro, que há três anos participa da feira, também são de vendas melhores quem em 2017. No freezer de seu box há exemplares de peixes da espécie tambaqui, o mais vendido na feira, que chegam a 13 quilos.

“As pessoas gostam muito de comprar o tambaqui, e temos peixe sem espinhas, que a cada ano têm vendido mais”, afirma Monteiro.

Célio Ferreira confirma que a preferência da clientela é mesmo o tambaqui. Carregando uma sacola com dois peixes, ele revelou que a compra era para ser consumida ainda no almoço desta quarta-feira.

“Esses aqui vou assar hoje mesmo. Na Semana Santa volto e compro mais. Gosto demais de comer peixe. Sempre venho aqui comprar. Hoje mesmo já fui ao Bujari, mas a feira de lá só começa na quarta-feira”, contou o comprador.

Célio Ferreira aproveitou a oportunidade para comprar peixes e hortigranjeiros na Ceasa (Foto: Alexandre Noronha/Secom)

Tudo em um só lugar

Além do pescado, Célio Ferreira aproveitou a ida a Ceasa para garantir o tempero do peixe adquirindo produtos da agricultura familiar. Cheiro verde e chicória a R$ 0,50 centavos o maço (cada); pimenta de cheiro custando R$ 12 o quilo; coentro a R$ 1,50 o maço e alface para a salada por R$ 2.

“Já vou levando tudo daqui. Valoriza nossos produtores e facilita para quando chegar em casa e for preparar o almoço”, comentou o cliente.

Aos compradores que optarem por adquirir o pescado e já levá-lo pronto para consumo, na Ceasa há 45 tratadores que descamam e limpam o produto, por um preço médio de R$ 3. Esse é o serviço que Sulemi Miranda presta. “Com certeza na quarta-feira teremos muita gente aqui para tratar peixe. Tem horas que a fila fica grande, fica até impossível dizer quantos quilos tratamos, e fazemos esse trabalho com muito gosto, para atender bem nosso cliente”, revela Sulemi.

E tem camarão também na Ceasa. A vendedora Geane Anjos está pela primeira vez comercializando o crustáceo na feira. Ela disponibiliza o produto em duas opções: fresco ou seco. “As pessoas não costumam levar em grandes quantidades. Mas tenho vendido bem porque ele vai como ingrediente em muitas receitas. Espero vender uns 100 quilos durante esses dias”, declarou a vendedora.

A oitava edição da Feira do Peixe da Semana Santa se encerra nesta sexta-feira, 30.  A administração da Ceasa informa que as vendas durante a feira começam às 3h30 e seguem até às 18 horas. Nos demais pontos, as atividades iniciam às 5 horas.

Mais de 40 tratadores de pescado estão preparados para atender clientes na Ceasa (Foto: Alexandre Noronha/Secom)

Governo parceiro, economia fortalecida

A Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar registra crescimento na comercialização de peixes desde que o governo do Estado deu início ao programa de incentivo a piscicultura.

Paulo Sérgio Braña, coordenador do Departamento de Produção Familiar da Seaprof, destaca que o governo construiu mais de cinco mil tanques em todo o Estado. “Nosso desafio agora é investir na tecnologia. Temos recursos na ordem de R$ 10 milhões para fazer esses investimentos. Isso será aplicado na compra de equipamentos, melhorar o manejo e a ração, fazer com que a produção em lâmina d’água aumente para alcançar uma produtividade ainda maior”, pontuou o coordenador.

Fernando Melo, secretário adjunto de Agropecuária, ressaltou que a Feira de Peixe e da Agricultura Familiar é um dos momentos de celebração das cadeias produtivas do Acre, na qual o trabalhador rural mostra que o Estado produz e tem potencial para atender a população com produtos de qualidade, aquecendo a economia local.

“O ponto mais importante de todas as cadeias é a comercialização e aqui temos um espaço da Ceasa que ano a ano, dia a dia, cresce o movimento com vários produtos. Nesse momento da Semana Santa, que há a tradição de comer peixe, vemos a abundancia de peixes que nossos produtores têm para oferecer a população”, concluiu.

Agricultura familiar está presente na feira (Foto: Alexandre Noronha/Secom)

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