Gladson Cameli quer o apoio do governo federal para desburocratizar Zona de Processamento de Exportação

Resley Saab

Governador pediu menos entraves burocráticos para atrair capitais privados para o Acre, sobretudo, para aqueles que pretendem alcançar os mercados asiáticos

O governador Gladson Cameli pediu o apoio do governo federal para colocar em funcionamento a Zona de Processamento de Exportação do Acre (ZPE), na reunião do Conselho Administrativo da Superintendência (CAS) da Zona Franca de Manaus (Suframa), nesta quinta-feira, 25, em Manaus.

Lançada há nove anos como um mecanismo importante para a instalação de empresas com interesse de exportar seus produtos para a Ásia, passando pelo corredor do Acre até os portos peruanos do oceano Pacífico, a ZPE do Acre nunca entrou em funcionamento desde então, embora o novo governo Gladson Cameli tenha recebido proposta de compra do governo chinês para investimentos em logística.

“A legislação que regula as ZPEs no país é um entrave para investidores que precisam de rapidez para se instalarem. Isso afugenta as empresas que veem na burocracia uma dificuldade muito grande de se instalarem no nosso estado”, frisou o governador Gladson Cameli ao ministro Paulo Guedes e a técnicos do ministério que participam do encontro do CAS na capital amazonense.

Atualmente, o governador do Acre é também presidente do Conselho Administrativo da Suframa, tendo aberto o evento desta quinta, com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro.

Inaugurada em 2010, a ZPE acreana está localizada no município de Senador Guiomard (a 25 quilômetros de Rio Branco) construída a um custo de R$ 27 milhões.

Pela experiência dos técnicos do Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação, as empresas que se instalam em uma ZPE, geralmente, são as que já se consolidaram no mercado nacional, embora também encontrem muita dificuldade.

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