Governo convoca prefeituras para combate ao Aedes aegypti

“Temos uma batalha sanitária que o Acre precisa travar e vencer”, diz Tião Viana (Foto: Sérgio Vale/Secom)
“Temos uma batalha sanitária que o Acre precisa travar e vencer”, diz Tião Viana (Foto: Sérgio Vale/Secom)

O governo do Estado realizou, na manhã desta quinta-feira, 28, um encontro entre prefeitos e secretários municipais de saúde para unirem esforços no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor das doenças dengue, zika vírus e febre chikungunya. O Acre já viveu uma grande epidemia de dengue em 2010, mas, hoje, reduziu seus casos drasticamente. Ainda assim, com as novas doenças, o combate deve ser intensificado.

O governador Tião Viana esteve presente e reforçou que o apoio da população também é fundamental, já que 70% das transmissões causadas pelo mosquito acontecem em áreas domésticas. “Só temos um caminho: a união. Temos aqui uma batalha sanitária que o Acre precisa travar e mostrar que pode vencer. Vamos pegar cada setor da sociedade, seja um órgão de saúde, um quartel do exército, uma escola, o Corpo de Bombeiros e os policiais, para vencer. O governo tem suas obrigações, mas cada dono de quintal também tem”, disse o governador.

Neste ano, o Acre registrou 510 notificações de dengue, até o momento, com 1% de casos confirmados. Em igual período do ano passado, foram 1.691 notificações. O Estado não registra casos confirmados de zika vírus ou febre chikungunya, mas as notificações de zika já chegam a 97, desde novembro do ano passado, enquanto de chikungunya são 88 suspeitas. Muitas já foram descartadas, mas os exames de confirmação demandam tempo, já que são realizados por laboratórios fora do Acre.

Estratégias

A principal estratégia é realizar uma troca de informações das ações exercidas, protocolos das doenças e dos números de notificações. O governo do Estado deseja que cada prefeitura crie sua sala de situação, para estar em sincronia com a sala de situação já existente do governo e, consequentemente, do Ministério da Saúde (MS). Com isso, fortalece-se o compromisso pelos planos de contingência do mosquito.

O prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre, ressaltou que, só na capital, a mobilização envolveu 1,2 mil pessoas, em uma grande operação contra a proliferação do mosquito. “O mosquito é ‘enjoado e eficiente’, e para combatê-lo temos que fazer grandes esforços. Quatro mil gestantes em Rio Branco estão recebendo atenção. Fazemos operação de porta em porta e pedimos que a população esteja atenta aos dias de recolhimento dos entulhos”, ressaltou.

Deixando clara a participação do Exército nas operações de combate, o comandante Medeiros Júnior, do 4º Batalhão de Infantaria de Selva (4º BIS), completou que “a mobilização é nacional no combate pelas forças armadas. O Exército, aqui, também faz parte do povo acreano, e estamos nessa luta”.

Os prefeitos

“Estamos fazendo uma força tarefa com mobilização em toda a cidade, recolhendo entulhos para controlar o mosquito e pedindo o apoio do Exército. Não queremos esse chikungunya morando em Capixaba”, disse Otávio Vareda, prefeito de Capixaba.

“Em Sena Madureira, tivemos 14 casos confirmados de dengue em 2014 e apenas dois em 2015. Nossas unidades de saúde já estão de sentinela”, disse Mano Rufino, prefeito de Sena Madureira.

“Fazemos fronteira com o Peru, e estamos muito atentos ao avanço e combate dessas doenças”, disse Humberto Filho, prefeito de Assis Brasil.

Agência Brasil

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