Governo divulga dados epidemiológicos de dengue, chikungunya e zika

A partir desta semana, o governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde (Sesacre), divulga boletins epidemiológicos sobre os casos de dengue, zika vírus e chikungunya, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. As informações serão publicadas semanalmente. Os dados desse primeiro informe correspondem ao período de janeiro a dezembro de 2015.

De acordo com as informações do primeiro boletim, emitido nesta quarta-feira, 16, apenas 37% dos casos notificados no estado tiveram resultados positivos para dengue. Foram registrados 13.322 casos suspeitos, 4.923 deles confirmados após análise laboratorial. Um óbito foi registrado em Cruzeiro do Sul. Foram 7.173 notificações descartadas (54%) e 1.226 ainda estão em investigação.

Quando comparado com igual período de 2014, observa-se uma redução de 63% na taxa de notificação e 82% na de positividade, uma vez que se registraram, no ano passado, 36.408 casos suspeitos, sendo 27.305 confirmados, ou seja, 75% positivos.

Chikungunya

No Acre, segundo Eliane Costa, gerente do Departamento de Vigilância Epidemiológica da Sesacre, foram notificados sete casos suspeitos de chikungunya – quatro acabaram sendo descartados por critério laboratorial e três ainda continuam em investigação.

Zika Vírus

Para monitorar casos suspeitos de zika vírus no estado, a Sesacre implantou unidades sentinelas, conforme determina o Ministério da Saúde (MS), em razão das características da doença.

De acordo com Eliane, o objetivo da rede sentinela é detectar oportunamente casos de zika vírus, visando conhecer a distribuição geográfica, as principais manifestações clínicas e os casos que possam evoluir com sintomas neurológicos (microcefalia).

A gerente informou que 22 casos suspeitos de zika vírus estão sendo investigados no estado, sendo três de bebês recém-nascidos com quadro de microcefalia, de três mães que não apresentaram sintomas da doença. Os outros 16 casos foram notificados nas unidades sentinelas em Rio Branco.

“É importante destacar que 80% dos casos de zika vírus não apresentam sintomas. Diante disso, foi colhida amostra sanguínea para análise. O critério adotado é primeiramente fazer o exame diferencial para dengue, e, caso o resultado seja negativo, a amostra é encaminhada para um laboratório de referência”, explicou Eliane.

Por Mônica Araújo

 

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