Governo pede urgência na renegociação de dívida bilionária do Estado

Nesta quarta-feira, equipe econômica do governo se reuniu com ministro da Economia Paulo para buscar as alternativas urgentes ao equilíbrio das contas do Acre. Desde que assumiu o governo do Estado do Acre em 1o de janeiro de 2019, o governador Gladson Cameli sabia que estava diante de grandes e tortuosos desafios. Sem dúvidas, ver os funcionários sem receber parte do 13o foi um deles. Além disso, as dívidas que foram apresentadas pelo grupo que governou o Acre por 20 anos não eram, nem de perto, o equivalente ao que foi levantado pela equipe econômica do governo Gladson Cameli.

O governo encontrou operações de créditos em empréstimos de mais de 3,8 bilhões de reais, pulverizadas em cerca 40 contratos, entre instituições financeiras nacionais e internacionais. A maioria desses contratos geraram um  montante de obras paralisadas, e outras, que foram entregues, já destruídas e sem nenhuma funcionalidade. A partir do diagnóstico, foram definidas as prioridades baseadas em critérios de responsabilidade fiscal e com a população.

O governador Gladson Cameli solicitou o resgate dos possíveis contratos que poderiam ser reestabelecidos por meio de renegociações, para não paralisar totalmente as obras. Outra grave crise encontrada foi com o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES). A problemática da não observância aos limites pactuados com o BNDES trouxe à tona um montante de recursos de 100 milhões de contratos utilizados indevidamente pelo governo anterior, convênios adquiridos para um fim e utilizados em outras operações, o que penalizou a nova gestão perante o banco.

O caos econômico do Estado do Acre figurava o maior desafio para manutenção da governança e gestão. ​ A primeira atitude foi a reforma promovida pelo governo que reduziu em 40% os números de secretarias e cargos. ​​​​​​​​ Com muito esforço, o governo correu para a mesa de renegociações com bancos, credores, dando prioridade ao pagamento do restante do 13º dos servidores estaduais, definitivamente quitados no final do mês de outubro de 2019. ​Diante desse cenário, a equipe de planejamento, gestão, tesouro e casa civil do governo, com diligência e responsabilidade, buscaram os mecanismos para o equilíbrio dos acordos financeiros estabelecidos antes de 2019.

Exatamente por isso, nesta quarta-feira, uma das importantes pautas do governo Gladson Cameli se deu no diálogo com o ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes e seus assessores. O governador solicitou a especial atenção do ministro e sua equipe técnica para avaliar a situação dessas operações de crédito. “Reintero a urgência da necessidade de reequilibrar as finanças do Estado. Não temos como dar manutenção ao projeto de governo que idealizamos com um montante de dívidas como este; estamos buscando manter nossos projetos sem continuar com o desequilíbrio que herdamos,” declarou enfático.

Segundo a secretária da secretaria da Fazenda, Semirames Dias, precisamos  gerar o urgente equilíbrio das contas por meio das renegociações. “Necessitamos rever taxas de juros, períodos de carência e maior dilatação de prazos para o pagamento das dívidas,” afirmou.

O ministro se colocou à disposição do Acre, com toda sua equipe técnica para avaliar toda a situação. “Os estados que estão fazendo seu dever de caso, no tocante as suas contas públicas terão nosso apoio. Nosso corpo  técnico, após análise, informará o posicionamento, buscando ajudando o Acre,” finalizou Guedes.

Na agenda, além do chefe do executivo, participaram os senadores Marcio Bittar (MDB), Mailza Gomes (PP), os deputados federais Alan Rick (Dem) e Vanda Milani (Solidariedade), os secretários da casa civil Ribamar Trindade, Semirames Plácido Dias, da secretaria de Estado de Fazenda, Ricardo França, da representação do Acre em Brasília, (Repac).

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