Publicado em 7 de outubro de 2015

No Acre, greve dos bancários tem ampla adesão da categoria

greve-bancário-9-rs-660x302A greve dos bancários no Acre iniciou nesta terça-feira, 6. Os profissionais paralisaram as atividades nos bancos públicos e privados por tempo indeterminado. De acordo com o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários (SEEB-AC), 86% das agências do Estado aderiram ao movimento já no primeiro dia. Em Rio Branco a adesão é ainda maior, cerca de 90%.

Maior participação nos lucros e resultados dos bancos, combate às metas abusivas, fim do assédio moral, contratação de mais profissionais, abertura de agências e mais segurança bancária para clientes e trabalhadores são algumas das reivindicações da categoria no Estado. Participação nos Lucros e Resultado (PLR) de três salários, mais R$ 7.246,82 e pagamento para graduação e pós-graduação também fazem parte da pauta.

O movimento, que ocorre em todo o país, também busca reajuste salarial de 16%, com piso de R$ 3.299,66. Uma proposta de reajuste de 5,5%, com piso de R$ 1.321,26 a R$ 2.560, foi apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), mas foi rejeitada por unanimidade. Mario César, membro do SEEB-AC, comenta que as reivindicações visam melhorar a vida profissional dos bancários.

“As pessoas entram nas agências e veem o profissional atuando e não sabem as pressões e abusos que ele sofre. Pedimos que o ticket alimentação, vale refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá tenham o valor R$ 788 cada. Sena Madureira e Feijó estão com 100% das agências fechadas. Já em Cruzeiro do Sul, dos quatro bancos que prestam serviços lá, três pararam as atividades”, afirma César.

De acordo com Mario, os bancos manterão 30% do efetivo durante a paralisação. “Esse percentual engloba o atendimento prestado pelos profissionais e autoatendimento”. O SEEB-AC orienta que os clientes procurem alternativas como caixas eletrônicos, internet, aplicativos para celular, telefone, lotéricas, agências dos Correios e outros estabelecimentos credenciados.

Ao procurar atendimento, a professora Vilma de Souza Barros foi pega de surpresa. “Tive um problema com o cartão e precisei solicitar um novo. Fiz o pedido há mais de 40 dias e enviaram para o endereço errado, foi necessário fazer o procedimento novamente. Quando vim buscar o cartão não pude entrar devido a greve. Agora não posso receber meu dinheiro e tenho muitas contas para pagar”, reclama a educadora.

 

Por Luan Cesar

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