Polícia prende 69 faccionados, incluindo conselheiros e porta-voz do Comando Vermelho

O Ministério Público do Acre (MPE) apresentou durante coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (24) o resultado da Operação Hemólise que prendeu membros da organização criminosa Comando Vermelho (CV) que atuavam em 18 bairros de Rio Branco e mais quatro cidades.

A operação desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) teve como parceiros as polícias Civil e Militar, Tribunal de Justiça e Iapen. A ação contou com mais de 200 policiais.

De acordo com o promotor do MPE, Danilo, a operação cumpriu 101 ordens judiciais e prendeu 69 integrantes do CV que estavam fora do sistema prisional.

“Essa operação atacou sobretudo aquilo que chamamos de frente de bairro, que são os integrantes da facção que atuam em ‘biqueiras’ e ‘boca de fumo’ controlando o tráfico de drogas. Essa operação contou com 101 mandados de prisão”, disse o delegado.

Ainda segundo o promotor, a operação prendeu também conselheiros do Comando Vermelho que atuavam em vários pontos de Rio Branco, Sena Madureira, Porto Acre, Porto Walter e Plácido de Castro.

“A operação também atingiu conselheiros da organização criminosas e também aqueles que eventualmente substituiriam os conselheiros que por algum motivo saíriam da facção, como morte, prisão ou transferência para outros locais. A operação atinge um porta-voz da facção”.

Segundo o coordenador do Gaeco, o promotor Bernado Albano, a operação visou os integrantes que atuam cobrango mensalidades dos faccionados e das bocas de fumo, além de coagir e extorquir os moradores dos bairros como forma de manter a segurança dos moradores.

“A operação visou enfraquecer a atuação do Comando Vermelho nos bairros, atuando contra os membros que atuam cobrando mensalidades dos faccionados e extorquindos os moreadores. Foram presos também conselheiros e o porta-voz da facção”, explica Bernado.

O vice-governador do Acre, Major Rocha (PSDB), também participou da coletiva de imprensa e afirmou que mesmo diante das operaçãoes que as polícias do Acre estão deflagrando é necessário trabalhar ainda mais para combater a violência no Acre.

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