Publicado em 12 de Abril de 2018

Prefeita apresenta relatório de redução de índices da mortalidade infantil em Rio Branco

Em dez anos, mortalidade infantil cai pela metade na capital do Acre
A prefeita Socorro Neri apresentou na manhã desta quarta-feira, 11, no auditório do Palácio do Comércio, o relatório atualizado da mortalidade infantil em Rio Branco, confirmando o menor índice de mortes por cada 1.000 crianças nascidas vivas menores de um ano durante o período de 2007 a 2017. Em dez anos, a taxa de mortalidade infantil, um dos principais indicadores de qualidade de vida e de saúde, saiu 21,81 para 11,46 óbitos infantis/1.000 nascidos vivos, mostrando, segundo Socorro Neri, que as políticas adotadas pelo prefeito Marcus Alexandre e o esforço das equipes de saúde se foram eficientes. “Olhando a série histórica dos últimos dez anos, Rio Branco conseguiu em 2017 o menor indicador. Quanto menor for esse indicador, mais qualidade de vida e mais saúde”, disse Socorro Neri, creditando os bons resultados à “equipe de excelência” da secretaria Municipal de Saúde (SEMSA) e ao trabalho intenso do ex-prefeito Marcus Alexandre.
O detalhamento das informações foi feito pelo secretário de Saúde, Oteniel Almeida, que tratou o momento do anúncio como “o dia mais feliz de sua vida como secretário”. A queda da mortalidade Infantil em Rio Branco está associada a uma série de melhorias nas condições de vida e na atenção à saúde da criança, em relação a questões como segurança alimentar e nutricional, saneamento básico, pré-natal de qualidade, acompanhamento da criança e vacinação. A atenção integral à mulher tem ajudado a diminuir consideravelmente o risco de vida das crianças. Isso não significa apenas assegurar acompanhamento pré-natal e parto seguro, embora essas sejam medidas necessárias. Envolve também, por exemplo, uma boa assistência e qualidade do pré-natal e acompanhamento da criança no primeiro ano de vida.
A queda da mortalidade Infantil em Rio Branco está associada ao trabalho desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA) – ações que resultaram nas melhorias das condições de vida e na atenção à saúde da criança. A SEMSA trabalha, diariamente, questões como segurança alimentar e nutricional, saneamento básico, pré-natal de qualidade, acompanhamento da criança e vacinação. Ações de atenção à saúde da mulher também tem ajudado a reduzir consideravelmente fatores de risco à vida das crianças – e tudo isso foi destacado pela prefeita Socorro Neri.
Os dados foram extraídos dos Sistemas de Informação de Mortalidade (SIM) e Sistema de Informações de Nascidos Vivos (SINASC) do Ministério da Saúde. Entre 2007 e 2017 a Taxa de Mortalidade Infantil, um dos principais indicadores de qualidade de vida e de saúde, reduziu de 21,81 para 11,46 óbitos infantis/1.000 NV, representando uma redução de 47,45%, com queda de 52,26% do número absoluto dos óbitos de menores de um ano.
A mortalidade infantil tem sido, ao longo do tempo, utilizada como bom indicador das condições de vida, refletindo o estado de saúde da parcela mais vulnerável da população: os menores de um ano de idade. Valores altos refletem, em geral, níveis precários de saúde, condições de vida e desenvolvimento socioeconômico. Mantê-los nos níveis que mostrem que a criança de Rio Branco é bem assistida é o desafio proposto, segundo Socorro Neri, e não se pode aceitar retrocessos em nenhuma das conquistas alcançadas.
Ação contra morte de bebês premiou ex-prefeito Marcus Alexandre
O então prefeito de Rio Branco Marcus Alexandre recebeu, no dia 24 de maio de 2014, dois prêmios na 5º edição das metas do milênio, conhecida como Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) Brasil, sendo um deles pelo enfrentamento à mortalidade infantil na capital acreana. Mais de 5 mil municípios concorreram àquele prêmio, mas apenas 30 foram finalistas. As premiações foram entregues pela presidente Dilma Rousseff, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília, em um dia histórico para a gestão Marcus Alexandre. O outro prêmio estava relacionado à produção de compostagem na Unidade de Tratamento de Resíduos Sólidos (UTRE).
O Prêmio ODM relacionado à atenção à saúde do bebê reuniu diferentes áreas técnicas da SEMSA, as quais passaram a atuar diretamente na luta para reduzir a taxa de crianças que morrem antes de completar um ano. Ao observar a elevada taxa de mortalidade em 2011, o Departamento de Vigilância Epidemiológica decidiu ter acesso aos dados das certidões de nascimento nas maternidades Bárbara Heliodora e Santa Juliana e as encaminhava para as unidades de saúde do bairro onde morava a família do bebê. Assim, os Agentes Comunitários de Saúde passaram a ter melhores informações e melhoraram os cuidados básicos, como a exigência de vacinação e pesagem – e se necessário, encaminhavam a criança para unidade de saúde. Mãe e filho passaram a ser mais bem assistidos, levando à queda na mortalidade antes de um ano. Além dessas medidas, tomou-se como foco o atendimento aos bebês de até um mês de idade. Desde então, as ações voltadas à saúde materno-infantil só tem se ampliado, resultando na queda dos indicadores.
Fatores que levaram à derrocada da mortalidade infantil na capital do Acre
De acordo com a SEMSA, várias ações, programas e projetos foram preponderantes no enfrentamento à mortalidade infantil na última década, destacando como mais relevante a determinação política do então prefeito Marcus Alexandre em reduzir esses indicadores a níveis que confirmassem os investimentos na melhoria da saúde pública como um todo. Os pontos abaixo influenciaram decisivamente na queda da morte de crianças menores de um ano em Rio Branco entre 2007 e 2017:

 

Da Assessoria
Fotos Assis Lima/DECOM

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