Rodoviária: Procura por passagens de ônibus ainda é baixa em Rio Branco

Com crise financeira, estimativa é de que as vendas nessa época fiquem menores do que em 2014 - Foto: Regiclay Saady
Com crise financeira, estimativa é de que as vendas nessa época fiquem menores do que em 2014 – Foto: Regiclay Saady

Com a proximidade das comemorações de Natal e Ano Novo, uma parte da população acreana organiza-se para celebrar as datas junto a familiares e amigos que vivem em outros Estados. Uma das opções mais econômicas para quem pretende viajar, em plena crise econômica, são as empresas de ônibus interestaduais. Mesmo com preços mais acessíveis, em comparação com as passagens aéreas, a procura na Rodoviária Internacional de Rio Branco ainda é baixa e as expectativas do setor não são nada animadoras para este ano.

Ismael de Lima é agente de viagens em uma empresa que além do Acre atua em Rondônia, Goiás, Mato Grosso Minas Gerais e São Paulo. O profissional comenta que a procura por esses destinos ainda é baixa e que a previsão é de que as compras das passagens comecem a ser feitas em maior número a partir do dia 15 deste mês. De acordo com ele, o local mais procurado pelos clientes durante o fim de ano é a cidade de São Paulo.

“As pessoas devem começar a adquirir as passagens após o início das férias escolares. Com isso a gente espera que tenhamos um crescimento de 70% a 80% em relação ao mês de novembro. As viagens de ônibus são a alternativa mais barata, já que os valores das aéreas estão elevados. O valor mais alto é R$ 471, 70, que é a passagem para São Paulo. Mesmo assim, o número de vendas deve ficar muito abaixo do que em 2014”, garante Lima.

Expectativa é de leve aumento a partir do dia 15 - Foto: Regiclay Saady
Expectativa é de leve aumento a partir do dia 15 – Foto: Regiclay Saady

A afirmação de Israel é enfatizada por Elço Pinheiro da Silva, gerente de uma companhia que atua em sete Estados, incluindo o Acre. Silva também afirma que a procura ainda é tímida e que deve começar somente entre os dias 15 e 20, apesar de as estimativas feitas pela empresa serem contrárias ao cenário. Para o gerente, essa baixa demanda no setor é o reflexo da crise financeira que atinge o Brasil, que, segundo ele, faz com que “o mercado não reaja”.

“Em 2014, a procura por passagens de fim de ano começou ainda no início de novembro, quando tivemos uma alta significativa nas vendas. Neste ano a situação está bem diferente, tanto que nem fizemos uma estimativa de quanto vamos faturar. A única certeza que temos é de que vamos vender quase 50% a menos do que no ano passado. Estávamos prevendo uma situação melhor para esta época, mas os planos não se concretizaram”, avalia Elço.

Por Luan Cesar

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