SEMA inicia ações visando desenvolvimento, sustentabilidade com legalização da cadeia produtiva

Jairo Carioca

A Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Acre (SEMA) programa ações para os primeiros 100 dias de gestão priorizando o desenvolvimento e a sustentabilidade. O secretário Israel Milani afirmou que a política de conservação de florestas e da biodiversidade não ficaram de lado com a proposto de agronegócio. Ele garantiu o cumprimento do Código Florestal documento que visa harmonizar o homem com o meio ambiente.

“A inovação nessa busca pela relação de sustentabilidade ambiental, social e econômica é a desburocratização. Essa é uma determinação do governador Gladson Cameli que vamos priorizar nos primeiros meses de ações” acrescentou Milani.

A SEMA inaugura nos próximos dias na sede da Fundação de Tecnologia do Acre (FUNTAC) a Central de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto (UCEGEO) que possui como atribuição, o armazenamento, a integração e o gerenciamento de dados no âmbito do Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE), bem como realizar estudos, pesquisas e projetos referentes aos aspectos cartográficos, territoriais, desmatamentos, cobertura de solos, processamentos de imagens, estatísticos e temas afins.

Com este trabalho, Milani acredita que será fortalecida a desburocratização além da economia de recursos financeiros. “A análise antes feita em uma semana reduzirá para uma manhã. O fiscal só vai à campo se ele ver que tem dúvidas de ponto de GPS ou de imagens de satélite. Na questão de licenciamentos o Estado vai conseguir adiantar muito processos de grandes e pequenos empreendimentos desse setor” afirmou o secretário.

Tecnologia de ponta

O Servidor de Mapas da UCEGEO está estruturado de acordo com normas e padrões internacionais de banco de dados geográficos, vinculados à OGC (Open Geospatial Consortium), contendo a funcionalidade de integração de dados com diversos servidores de instituições Brasileiras e Estrangeiras, como por exemplo, o Ministério de Meio Ambiente (MMA), Agência Nacional de Águas (ANA) e Agência Espacial Norte-Americana (NASA), por meio do protocolo de comunicação WMS (Web Map Service).

SEMA, Imac e Escritório do CAR estarão integrados e servindo banco de dados para todas as secretarias de governo como por exemplo, mapas no formato PDF, cartas imagens, relatórios de consultoria, dados em KML para visualização em Google Earth, banco de fotos, dentre outros produtos.

Programa visa legalizar cadeia produtiva do Estado

Ainda de acordo o secretário de meio ambiente Israel Milani, uma das principais metas é a legalização de todo o setor produtivo. Em parceria com o Instituto de Meio Ambiente do Acre (IMAC) foi realizada na última sexta-feira (18) o primeiro encontro com representantes. O setor florestal foi o primeiro a ser ouvido, movimentou cerca de R$ 80 milhões ano passado, sendo o segundo maior PIB do Acre.

O diretor-presidente do IMAC, André Hassen, destacou que a parceria é uma das metas do atual governo. “O novo fluxograma do IMAC vai dar uma resposta mais rápida às pessoas que protocolam seus pedidos de licenciamentos e outorgas. Outra determinação do governador Gladson Cameli é que o órgão priorize ações educativas dialogando com pequenos e grandes produtores, tirando aquela visão de um órgão repreensor”, frisou Hassen.

Para a presidente do setor de base florestal Adelaide de Fátima, o encontro foi produtivo e esclarecedor da nova política de parceria com o empreendedor. Para ela, a nova gestão renovou a esperança. “Muitos empresários desse setor foram embora do Acre por desacreditarem na política de florestania. Hoje ouvimos fala que nos emocionou, dando esperança. O setor está acreditando que as coisas vão acontecer principalmente na desburocratização de licenças de manejo. O que todos querem é uma indústria de base florestal sustentável forte tornando o Acre um lugar bom para se viver”, disse Adelaide Fátima.

O encontro na sede do IMAC apresentou a nova diretora de florestas, a engenheira florestal Ana Paula Leite. Para os empresários o secretário Israel Milani disse que no setor madeireiro a determinação é fazer com que o grande e pequeno empresário, o moveleiro, “sejam dono de sua própria cadeia. O objetivo é gerar emprego e renda. O pequeno maceneiro vai sair da beira do rio e vim para legalidade”, concluiu Israel.

 

 

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