Trabalhadores fazem ato contra privatização da Eletrobras Distribuição Acre

“É um direito de todos fortalecer a luta no combate às privatizações”, defende presidente de sindicatos do AC – Foto: Regiclay Saady

Com protestos contrários à privatização da Eletrobras Distribuição Acre e cobranças de melhorias no serviço disponibilizado pela empresa, membros de sindicatos do Estado fizeram manifestação pelas ruas do centro de Rio Branco na manhã desta quarta-feira, 27.

O mesmo ato ainda ocorreu com paralização de trabalhos nos estados de Alagoas, Goiás, Piauí, Amazonas, Rondônia e Roraima, mobilizado por membros de movimentos sociais. Os serviços de energia desses locais também estão sob ameaça de privatização.

De acordo com Marcelo Jucá, secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Urbanas do Acre (STIUAC) conhecido como Sindicato dos Urbanitários, a preocupação é com os efeitos dessa decisão: possibilidade de demissões a exemplo do ocorrido em outros locais no país, suspensão de serviços a populações atendidas por programas como o “Luz para Todos” e o encarecimento ainda mais acentuado das contas de energia.

Para Rosana Nascimento, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Acre (Sinteac) e da Central Única de Trabalhadores (CUT), o momento requer que a sociedade se posicione contra as privatizações, principalmente, de setores essenciais entre os quais menciona Energia, Educação e Saúde.

“Todo cidadão tem que lutar contra privatizações por ser sinônimo de precarização de salários e redução de serviços oferecidos para a população. No setor elétrico, isso significa aumentos na conta de luz e diminuição da distribuição de energia. É uma pauta que vai além do sindicato, é uma causa do povo brasileiro que tem que se manifestar, porque primeiro afetam o setor elétrico depois educação e também a saúde”, disse a sindicalista.

Durante a passeata, houve o comunicado de que ainda nesta quarta-feira, 27, lideranças sindicais e membros de movimentos sociais tratariam do assunto, em Brasília, durante reunião com os ministros Jacques Vagner da Casa Civil e Ricardo Berzoini da Secretaria de Governo.

Por Valéria Santana

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *