No Acre, escolas estaduais devem se planejar para exibir filmes nacionais

Entrou em vigor no final do mês de junho, uma lei que determina que escolas de todo o país exibam mensalmente, pelo menos, duas horas de filmes nacionais. A medida desencadeou a dúvida se as escolas brasileiras possuem estrutura para as exibições (televisores, aparelhos de DVD ou retroprojetores).

Uma matéria publicada pelo portal Agência Brasil na última segunda-feira, 14, informou que o Acre é um dos estados com pior infraestrutura para as exibições.

A pesquisa apontava que apenas 41% das escolas acreanas possuem TV e 37% DVD. Mas de acordo com a Secretaria Estadual de Educação (SEE), os dados coletado pelo Censo Escolar 2013 não condizem com a realidade.

“No Acre existem 688 escolas na da rede estadual, sendo que 200 são na zona urbana. Todas as escolas da zona urbana possuem tanto retroprojetores, quanto televisores e DVD’”, afirma o Diretor de Ensino da SEE, Josenir Calixto.

Ele explicou também que a deficiência estrutural ocorre no interior do estado, e que quites multimídia estão sendo distribuídos às escolas da zona rural, onde os aparelhos são antigos.

Segundo Josenir Calixto, o desafio está na adequação da seleção dos filmes, com o planejamento das aulas - Foto: Regiclay Saady

Segundo Calixto, o problema principal para a implementação da lei não é a falta de equipamentos nas escolas, mas a adequação da seleção dos filmes, com o planejamento das aulas.

“O filme é uma ferramenta de pedagogia, não basta passar o filme por passar. O desafio vai ser o professor encaixar o filme com o conteúdo da sala de aula”, comenta.

A estudante do terceiro ano do Ensino Médio da Escola Estadual José Rodrigues Leite, Samanta Costa, 16 anos, conta que seus professores exibem filmes periodicamente, mas que sua preferência não é pelos filmes produzidos no Brasil.

“Eu não gosto muito de filmes nacionais. Esse ano assistimos ‘Olga’, que é interessante, mas se o filme não chama a nossa atenção, logo perdemos o interesse”, comenta a estudante.

A exibição dos filmes de produção nacional deve fazer parte do componente curricular complementar integrado à proposta pedagógica da escola. Para cineastas e especialistas a exibição obrigatória vai ajudar a divulgar a produção nacional, educar o público a consumir filmes produzidos no Brasil, além de fomentar a produção nacional.

Anaís Cordeiro

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