No RJ;Secretaria de Saúde cria comissão de intervenção no Hospital Getúlio Vargas após morte de paciente que foi rejeitada

G1 Rio

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro criou, nesta quinta-feira (2), comissão para intervir no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, na Zona Norte do Rio, para apurar o que aconteceu no caso da paciente Irene de Jesus Bento, de 54 anos, que morreu na própria unidade, após ter sido rejeitada no atendimento e levada para uma UPA, de onde voltou após piorar. A criação da comissão foi publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (2).

O objetivo da intervenção é reavaliar todos os protocolos assistenciais e de classificação de risco da unidade para que episódios como o de Irene Bento não se repitam. A secretaria também instaurou uma sindicância para apurar a responsabilidade de todos envolvidos no caso.

O secretário estadual de Saúde, Sérgio D’Abreu Gama, disse em entrevista ao Bom Dia Rio que também está indignado com a situação e pediu celeridade na sindicância para que possa ter uma resposta rápida para a população e para a família da paciente.

“Vamos fazer de tudo para minimizar o sofrimento dessa família. Os protocolos de acolhimento e de classificação de risco não são de acordo com o que foi feito. O paciente é colhido pelo técnico de enfermagem, trazido para a classificação com enfermeira, dando o primeiro atendimento, e o médico classifica o paciente de acordo com a sua gravidade”, explicou o secretário, acrescentando que a comissão de intervenção vai reavaliar todos os protocolos, principalmente os de classificação de emergência do Hospital Getúlio Vargas.

A rede de emergência da Secretaria Estadual Saúde do Rio de Janeiro é formada por hospitais que fazem acolhimento e classificação de dos casos classificados como amarelo e vermelho (média e alta complexidades). Os pacientes classificados como azul e verde são encaminhados para Unidades de Pronto Atendimento (UPA), que funcionam no entorno dos hospitais de emergência.

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