Publicado em 14 de agosto de 2018

Quero Ler celebra terceira etapa com Jornada de Alfabetização

“Minha família é de seringueiros acostumados a trabalhar na floresta cortando seringa, caçando e pescando, alimentando dez filhos e alguns parentes. Os filhos crescem rápido. Nem vi o tempo passar, tive que fazer várias coisas, só não pude estudar.” Este é um trecho da poesia Minha Família, de Marlene Silva, 60 anos, aluna do Programa Quero Ler. O relato simboliza a essência do programa que há três anos era criado no Acre e hoje celebra, em Rio Branco, sua terceira Jornada de Alfabetização.

A jornada, que começou dia 7 deste mês e foi concluída na sexta-feira, 10, na capital, consiste em incentivar, resgatar e mobilizar os estudantes sobre a importância de retomar ou ingressar nos estudos, independentemente da idade.

“Essa mobilização é feita normalmente após o primeiro mês da etapa. Neste momento, a equipe vai resgatar aqueles alunos que porventura tenham desistido das aulas e também fazer a reposição das turmas”, explica o secretário de Alfabetização da Secretaria de Estado de Educação e Esporte (SEE), Evaldo Viana.

Paralelamente, as equipes gestoras foram às ruas para conscientizar as comunidades sobre a alfabetização por meio do Quero Ler. Além da capital, a mobilização é realizada em todos os municípios onde o programa atua. Em cada localidade as datas são definidas de acordo com a realidade de cada uma.

Sobre o Quero Ler

O Quero Ler é um programa do governo do Estado pensado e criado para recuperar a cidadania de pessoas que, a exemplo de Marlene, em sua maioria seringueiros ou descendentes deles, não puderam estudar e sonham em aprender a ler e escrever.

Terceira etapa

Atualmente o programa está em sua última etapa e estão matriculados 10.443 alunos. Com isso, aproxima-se da meta que é alfabetizar 60 mil pessoas até o fim deste ano. “Até novembro, cumpriremos as metas do plano de governo, que é reduzir o índice de analfabetismo no Estado a 4%, o que, segundo a Unesco, fará com que o Acre seja considerado território livre do analfabetismo”, destaca Viana.

Ao chegar a 60 mil pessoas, o programa não só se consolida como um marco na história do ensino público acreano, como tornará o Acre uma das grandes referências da educação brasileira no quesito alfabetização de jovens, adultos e idosos.

 

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