Ipês embelezam as ruas da capital

O florescimento dos Ipês é uma atração à parte em vários locais de Rio Branco. Essas árvores, com suas tonalidades suntuosas, florescem nos meses de junho a setembro e podem ser encontradas em todas as regiões do Brasil, sempre com variações de espécies de um Estado para outro.

Na capital acreana, as flores do ipê embelezam as ruas com suas cores rosa, amarelo-ouro, roxo e branco, mesmo com o clima seco e o forte verão, típicos da Amazônia.

“Fico admirando a beleza das folhas, sempre vivas e encantadoras. O ipê muda a cara da cidade. Em muitos bairros de Rio Branco é possível encontrar essas árvores. Nas imediações onde moro existem lindos ipês-amarelos que mudam todo o cenário, realmente um belo cartão-postal”, comentou a funcionária pública Nonata Pinheiro, moradora do Conjunto Xavier Maia.

O tempo de floração (que dura em torno de cinco dias) geralmente acontece em setembro, quando a árvore alta e bastante copada fica totalmente sem folhas, tendo os galhos cobertos pelas flores – uma de suas peculiaridades. Segundo biólogos, isso ocorre porque os ipês em sua grande maioria são caducifólios (que perdem as folhas no período do inverno).

Ipês-amarelos (Dell) (4)

Sobre o ipê

Existente em todo o país, o ipê sempre chamou a atenção de poetas, escritores e até de políticos. Em 1961, o então presidente Jânio Quadros declarou o pau-brasil a Árvore Nacional e o ipê-amarelo, da espécie Tabebuia vellosoi, a Flor Nacional.

Conhecidos por sua beleza e pela resistência e durabilidade de sua madeira, os ipês foram muito usados na construção de telhados de igrejas dos séculos 17 e 18. Se não fosse por eles, muitas teriam se perdido com o tempo. Até hoje sua madeira é muito valorizada, sendo bastante utilizada na construção civil e naval.

Ipê é uma palavra de origem tupi, que significa árvore cascuda, e é o nome popular usado para designar um grupo de nove ou dez espécies de árvores com características semelhantes de flores brancas, amarelas, rosas, roxas ou lilás.

Os ipês ocorrem principalmente em florestas tropicais, mas também aparecem no cerrado e na caatinga. No Norte, Leste e Nordeste do Brasil, são mais conhecidos como pau d’arco (os indígenas utilizavam a madeira para fazer arco e flecha).

Apesar de sofrer intensa perseguição por parte de madeireiros, o ipê ainda sobrevive graças ao cultivo para fins decorativos. Pelo seu menor porte (alguns ficam entre 10 a 20 metros), os ipês-amarelos são os mais usados na arborização das cidades, proporcionando um bonito contraste, principalmente quando suas flores amarelas caem sobre o asfalto.

Encontrar o ipê em seu habitat natural, entretanto, é cada vez mais raro entre a maioria das espécies.

Dell Pinheiro – Jornal Página 20

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