Parque de Exposições em Rio Branco abriga mais de 100 atingidos pela cheia do rio

Abrigo montado em Rio Branco tem mais de 100 pessoas  — Foto: Asscom/Prefeitura
Secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Alexandre Lucas, visitou o espaço neste domingo (21). Na capital, há 13.700 famílias atingidas pela cheia do Rio Acre. Abrigo montado em Rio Branco tem mais de 100 pessoas — Foto: Asscom/Prefeitura

O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Alexandre Lucas, visitou neste domingo (21) o Parque de Exposições em Rio Branco, onde estão abrigadas 101 pessoas de 34 famílias atingidas pela cheia do Rio Acre.

O Rio Acre marcou, na manhã deste domingo às 6h, 15,49 metros – 1, 99 metro acima da cota de alerta, que é 13,50 metros e a de transbordo é de 14 metros.

De acordo com a Defesa Civil, Rio Branco tem 13.700 pessoas atingidas pela cheia do Rio Acre, sendo de 2.740 famílias. Além disso, ao todo são 75 famílias desabrigadas e 129 desalojadas.

“Realmente é impressionante o que a gente vê, como Rio Branco está avançado na questão de abrigamento, pedi uma apresentação para fazer para o Brasil inteiro, isso deve ser levado como uma boa prática. É um modelo de boa prática que deve ser disseminado, a gente vê humanidade e acolhimento”, disse.

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) informou que nos próximos dias deve montar uma sala de coordenação para articular a atuação dos órgãos federais na região.

As ações serão centradas no apoio aos processos de reconhecimento de situação de emergência e de solicitação de recursos; coordenação de agências federais já em atuação na região; apoio e orientação ao estado e a municípios para coordenação do desastre; e análise de apoio adicional.

O secretário Nacional de Defesa Civil, Alexandre Lucas, esteve no Parque de Exposições em Rio Branco  — Foto: Asscom/Prefeitura
O secretário Nacional de Defesa Civil, Alexandre Lucas, esteve no Parque de Exposições em Rio Branco — Foto: Asscom/Prefeitura

Estrutura do parque

John Souza, gerente do Departamento de Juventude e que está coordenando a administração do abrigo na capital, explica que há todo um cuidado na triagem das pessoas com relação à segurança e também saúde.

Mesmo com momento caótico, ainda existe a rivalidade facções que está tendo no nosso estado, a gente tem cuidado nessa triagem, a questão da saúde também. Se alguém tem sintomas de Covid, fica em um módulo separado. Até agora só duas famílias, que estavam com sintomas foram isoladas, mas liberadas depois que o exame descartou”, diz.

Segundo ele, todas as doações são higienizadas e há um espaço para a praça de alimentação. Os abrigados não podem comer dentro dos boxes por questão de segurança sanitária.

Ainda não é seguro as famílias retornarem para suas casas., segundo o coordenador.

Presidente no Acre

Em uma live no perfil oficial do senador Marcio Bittar, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que deve chegar ao Acre nesta quarta-feira (24). “Sabemos dos problemas através do senador Bittar. Estamos agindo e na próxima quarta-feira, se Deus quiser, estaremos no Acre” , informou o presidente.

Acre já tem mais de 118 mil pessoas atingidas pela cheia dos rios  — Foto: Marcos Vicentti/Secom
Acre já tem mais de 118 mil pessoas atingidas pela cheia dos rios — Foto: Marcos Vicentti/Secom

Emergência

O governador do Acre, Gladson Cameli, decretou na terça-feira (16) situação de emergência devido à cheia dos rios que desabriga centenas de família no estado do Acre. As cidades de Rio Branco, Sena Madureira, Santa Rosa do Purus, Feijó, Tarauacá, Jordão, Cruzeiro do Sul, Porto Walter, Mâncio Lima e Rodrigues Alves foram citadas no decreto.

Nesta quinta-feira (18), o governo federal reconheceu a situação de emergência na capital acreana e na cidade de Tarauacá, no interior do estado. A portaria de reconhecimento foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), assinada pelo secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Alexandre Lucas Alves.

No caso de Rio Branco, a declaração de situação de emergência foi feita no último dia 9 pela prefeitura após uma enxurrada que deixou 40 bairros atingidos pelas águas de igarapés que transbordaram.

Já no caso do município de Tarauacá, a situação de emergência é devido à enchente do rio que leva o mesmo nome da cidade. Com 90% da cidade atingida pela enchente, a Prefeitura de Tarauacá, no interior do Acre, decretou calamidade pública. O decreto foi assinado na quinta-feira (18), mas ainda não foi publicado no Diário Oficial do Acre (DOE).

Com a medida, as localidades poderão solicitar recursos federais para ações de socorro, assistência, restabelecimento de serviços essenciais e recuperação de infraestruturas públicas danificadas.

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