Acre: primeiro estado beneficiado por expansão da radioterapia do SUS

Por preencher todos os requisitos, entre documentação e legislação, o Hospital do Câncer de Rio Branco será o primeiro do país a ser beneficiado com o plano de expansão da radioterapia do Sistema Único de Saúde (SUS). O anúncio foi feito pelo Ministério da Saúde (MS), no início da semana.

Com a expansão da radioterapia no Acre, a capacidade de atendimento passará de quatro para 16 pacientes por hora (Foto: Assessoria Sesacre)

Com a expansão da radioterapia no Acre, a capacidade de atendimento passará de quatro para 16 pacientes por hora (Foto: Assessoria Sesacre)

O programa, que tem um investimento de R$ 505 milhões, consiste em ampliação das unidades de oncologia e reestruturação das que já existem, em todo o país. No Acre, serão investidos, aproximadamente, R$ 4 milhões na construção de um prédio com três andares, contendo mais de 60 leitos.

Com os investimentos, a capacidade de atendimento passará de quatro para 16 pacientes por hora. Além disso, haverá o recebimento de um novo equipamento, que modernizará o tratamento no Estado.

Mirian Késia Labs, diretora do hospital, explica que o processo de construção do novo espaço, instalação do equipamento e capacitação dos profissionais da saúde para manejar o aparelho será feito em um prazo de, no máximo, dois anos. “Estas etapas são necessárias para que haja mais qualidade no tratamento do câncer. E, por se tratar de tamanha evolução tecnológica, o Acre ganhará destaque na Região Norte”, afirmou.

Tratamento de câncer no Acre

O hospital atende hoje cerca de cinco mil pacientes, entre homens, mulheres e crianças. Estão incluídas nesse número, também, pessoas que vêm de outros estados brasileiros e até de outros países, como Peru e Bolívia. “Atendemos todos os pacientes de Roraima que fazem radioterapia”, explicou Mirian.

O Acre trata todos os tipos de câncer. Os mais comuns no estado são o de colo de útero, de próstata e leucemia. “O Estado não envia mais pacientes para Tratamento Fora de Domicílio (TFD), pois o hospital atende portadores de câncer em todos os casos da doença. E, com a criação da Unidade de Alta Complexidade (Unacom), em 2007, todos os pacientes que se encontravam em TFD retornaram ao estado para continuar o tratamento”, relatou a diretora.

 

Cássia Veras

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