Publicado em 22 de novembro de 2012

Bárbara Heliodora tem razoável estoque de leite materno

Por Leandro Chaves

Hoje, menos de 25 litros alimentam diariamente os recém-nascidos prematuros internados no local

Essencial para a sobrevivência dos recém-nascidos que não podem ser amamentados pela própria mãe, o leite materno fruto de doações está, hoje, em quantidade razoável na maternidade Bárbara Heliodora. De acordo com a administração do local, o estoque conta com 23,7 litros. O número deve aumentar nos próximos dias, quando as doações que se encontram em laboratório para exames estiverem prontas para uso.

O coordenador do banco de leite da maternidade, Hélio Pinto, explica que a qualidade do estoque varia conforme o número de recém-nascidos internados que necessitam da substância. Até a última sexta-feira (16), cinco prematuros ocupavam a UTI da Bárbara Heliodora. “Nosso banco de leite dá suporte para essa demanda”, afirma.

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UM LITRO de leite materno doado pode
alimentar até 10 recém-nascidos por dia

Segundo o Ministério da Saúde (MS), um litro de leite materno doado pode alimentar até 10 recém-nascidos por dia. Com isso, o estoque da maior maternidade de Rio Branco pode ser considerado suficiente. O leite costuma ser dado aos recém-nascidos de três em três horas – dependendo do caso, de duas em duas horas. Mas, diante de uma possível baixa no banco de leite, se faz necessária maior coleta da substância das mães saudáveis, aquelas em que os exames de pré-natal não detectou infecção por doenças transmissíveis pelo leite, como a Aids, hepatite, sífilis, entre outras.

O estoque atende, principalmente, os prematuros na UTI, mas, quando em boa quantidade, alimenta também os recém-nascidos na Unidade de Cuidados Intermediários (UCI). Com uma média de 300 a 400 partos mensais, a maternidade Bárbara Heliodora possui dez leitos para cada uma dessas unidades, além de 18 vagas nos leitos “cangurus”, método em que os bebês nascidos antes do tempo ficam em contato direto (pele a pele) com a mãe, próximos ao peito, para suprir a ausência da segurança e do conforto dada pela placenta antes do nascimento.

“O leite é essencial para a saúde dos recém-nascidos por reunir todos os nutrientes necessários para a sobrevivência deles, como água, vitaminas, cálcio, entre outros”, conclui o coordenador.

Como fazer a doação?

Qualquer mãe saudável e que esteja amamentando pode doar seu leite sem se preocupar com a falta dele, uma vez que o organismo repõe naturalmente a substância – a produção do leite depende do esvaziamento da mama, ou seja, quanto mais a mulher esvazia as mamas, mais leite ela será capaz de produzir. A maternidade Bárbara Heliodora possui um veículo que busca o líquido na casa das doadoras. Basta ligar para o número 0800 647 1060 e saber como doar.

Para retirar o leite das mamas, é necessário massageá-las com a ponta dos dedos em movimentos circulares. Com o polegar acima e o indicador e médio abaixo da linha onde acaba a aréola (parte escura do seio), firme os dedos e empurre para trás em direção ao corpo. Ao apertar o polegar contra os outros dedos, sairão os primeiros jatos do leite, que devem ser desconsiderados. As próximas gotas já podem ser armazenadas.

O leite deve ser despejado em um frasco de vidro com tampa de plástico (do tipo maionese ou café solúvel) sem o rótulo e o papel de dentro da tampa. Antes de receber o líquido, o frasco e a tampa necessitam ser fervidos por 15 minutos e escorridos sobre um pano limpo até secar. O material necessita ser fechado sem que haja toque em sua parte interna.

A higiene pessoal da doadora também deve ser observada. A mãe precisa usar uma touca ou lenço para cobrir os cabelos e uma fralda de pano ou máscara sobre o nariz e a boca. Lavar as mãos e os braços até o cotovelo com bastante água e sabão evita a contaminação dos seios e dos objetos por germes. As mamas necessitam ser lavadas apenas com água, e as partes do corpo molhadas devem ser secadas com toalha limpa.

Depois de retirado, o leite deve ser guardado por até dez dias no freezer ou congelador. Se o frasco não ficou cheio, pode-se completá-lo em outro momento, desde que não exceda o prazo de dez dias a partir da primeira coleta. O leite descongelado não deve ser congelado novamente.

Antes da sua distribuição, a substância será analisada, pasteurizada e submetida a rigoroso controle de qualidade.

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