Cemitérios da capital devem receber milhares de visitantes no Dia de Finados

Já está tudo pronto para que as pessoas visitem amanhã, Dia de Finados, os túmulos de seus entes queridos. Em Rio Branco foi realizado pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) dias antes da data, uma grande operação de limpeza e reparos nos cemitérios públicos.

Várias equipes de apoio como servidores administrativos da Semsur e agentes sociais estarão à disposição do público para prestar o auxílio necessário. No cemitério São João Batista, onde estão sepultadas mais de 35 mil pessoas, são esperados mais 10 mil visitantes.

Dos 23 cemitérios existentes na capital, nove são públicos ou abertos. Os demais estão localizados em imóveis particulares e são, em geral, ocupações familiares.

Renda extra

A data é adequada para o comércio informal. Os ambulantes já se preparam para as vendas de artefatos, placas de porcelana, ramos de flores, velas e coroas.

No cemitério, São João Batista, a vendedora ambulante Elisana Teles, não quis perder a oportunidade e começou a trabalhar desde a última quinta-feira, 31. “A mais de 10 anos comercializo arranjo de flores e velas no local. Graças a Deus consigo uma boa renda com a venda dos meus produtos. Essa com certeza é uma boa oportunidade de garantir um extra”, comenta.

Origem do Dia de Finados

As missas em memória às pessoas falecidas tiveram sua origem no século IV, mas foi no século seguinte que a igreja passou a consagrar um dia para essa celebração.

NO cemitério São João Batista, onde estão sepultadas mais de 35 mil pessoas, são esperados mais de 10 mil visitantes

NO cemitério São João Batista, onde estão sepultadas mais de 35 mil pessoas, são esperados mais de 10 mil visitantes

A escolha da data se deu em virtude do dia de todos os santos, primeiro de novembro, pois os religiosos acreditavam que todas as pessoas, ao morrerem, entram em estado de graça, mesmo não sendo canonizados.

A cultura de dedicar um dia para homenagear os mortos varia muito de localização ou religião, mas segue os princípios do catolicismo, pois a partir do século XI, os papas Silvestre II, João XVII e Leão IX passaram a exigir tal celebração.

Dell Pinheiro

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