Governo distribui 50 mil mosquiteiros contra a malária em Cruzeiro do Sul

O governador Tião Viana esteve na tarde desta segunda-feira, 28, em Cruzeiro do Sul para o lançamento da campanha de Combate à Malária – Mais Saúde Para o Povo do Juruá. A luta contra a doença começa este ano, com a distribuição de 50 mil mosquiteiros e a preparação de 128 agentes de endemias para atuarem na região, num investimento que já ultrapassa R$ 1,5 milhão.

50 mil mosquiteiros impregnados com inseticida serão distribuídos por 128 agentes no Juruá (Foto: Sérgio Vale/Secom)

A malária é uma doença infecciosa endêmica em muitas regiões tropicais e subtropicais do mundo, causada por um parasita, transmitida aos seres humanos por meio da picada do mosquito. Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves e Mâncio Lima concentram 90% dos casos de malária do Acre. Só o governador Tião Viana admite ter contraído a doença três vezes.

“Eu lembro que, em 2006, a malária dominou o Juruá em todos os cantos. E ainda como senador, fui atrás de conhecer uma experiência inglesa de mosquiteiros com inseticida. Trouxemos para cá, e hoje o Acre tem a maior vitória expressiva contra a malária no Brasil”, disse.

Os agentes de endemias serão os responsáveis por entregar os mosquiteiros que não fazem mal a saúde humana. E se eles completarem a meta de entregar todos em 45 dias, receberão um bônus do governo de R$ 300. Segundo a secretária de Estado de Saúde, Suely Melo, existe uma preocupação com o controle epidemiológico da malária 365 dias por ano. “Além de tudo isso, estamos implantando um novo sistema de controle do tratamento, para os doentes não o interromperem na metade.”

Maria das Graças, 58, foi uma das que já recebeu o mosquiteiro. Depois de contrair a doença seis vezes, ela relata o horror que é a malária: “Não consigo abrir os olhos, fazer nada. Das últimas vezes foi tão pesado que eu precisei ir ao hospital. O mosquiteiro funciona muito bem. Eu acho uma excelente ideia”.

O vice-governador César Messias lembrou que os mosquiteiros são distribuídos gratuitamente, desde 2007, pelo governo do Estado. “A grande realidade é que imediatamente os efeitos vieram. A gente passava nas casas das pessoas e elas mostravam que amanheciam com os mosquiteiros cheios de ‘carapanãs’ [pernilongos] mortas”, ressaltou César Messias.

Agência de Notícias

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