Publicado em 2 de abril de 2013

Jorge Viana celebra o Dia Mundial de Conscientização do Autismo

O senador Jorge Viana (PT) subiu à tribuna do Parlamento, na tarde desta terça-feira, 2 de março, para lembrar do Dia Mundial da Conscientização do Autismo. Ele alertou para o fato de que o país tem dados estatísticos preocupantes. “No Brasil, lamentavelmente, cerca de 90% das pessoas com autismo não recebem diagnóstico”, ressaltou. “É o tipo da síndrome em que é fundamental se ter o diagnóstico, para que não haja um tratamento equivocado, para que não haja o descaso na presença das pessoas”.

Vice-presidente do Senado, ele comentou que diversas cidades do mundo celebraram  a data iluminando pontos turísticos com a cor azul, escolhida para representar o autismo. “Se quisermos mesmo estender a mão para quem tem uma necessidade especial, não podemos fazer isso nem com formalismo nem com rancor, mas numa relação de acolhimento”, disse.

O parlamentar comentou que a obtenção do diagnóstico do autismo no Brasil é difícil e muitas vezes demora. “Muitas famílias e especialistas não conhecem os sintomas ou menosprezam os sinais”, advertiu. Ele destacou que uma em cada 50 crianças sofre de autismo, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos. “No Brasil, o diagnóstico é feito, em média, entre o quinto e o sétimo ano de vida das crianças”, disse.

Jorge Viana citou o caso de uma garota inglesa autista, diagnosticada aos 2 anos de idade, mas que aos 10 anos aprendeu a se comunicar graças ao uso do computador. “Ela começou a se comunicar com os pais, já que não falava. Foi algo muito forte, pois na primeira comunicação dela com os pais, ela pediu socorro, porque estava com dor no dente”, disse.

O nome da jovem é Carly Fleischmann, que tem mais de 100 mil seguidores nas redes sociais e presta um serviço a famílias e pessoas que também têm a síndrome.  A garota diz às pessoas como lidava com suas dificuldades. “Sem falar, escrevendo, ela vai respondendo aos pais e outros autistas sobre o porquê das coisas, já que os médicos não conseguem ter respostas”, comenta.

Diante da pergunta de que por que o filho cospe todo o tempo, ela responsde: “Eu nunca cuspi, quando era criança. No entanto, eu babava, e sentia como se cuspisse. Hoje eu percebo que eu nunca soube como engolir a saliva. Eu nunca usei minha boca para falar, e por isso, nunca usei os músculos da boca. Quando você tem saliva presa na sua boca, existem poucas maneiras de se livrar do desconforto. [E ela dá uma dica.] Tente dar a ele alguns doces por duas semanas. Isso vai fortalecer os músculos e ensiná-lo a engolir a saliva”.

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