Publicado em 29 de agosto de 2013

Justiça bloqueia Ferraris e Rolls Royce de empresa suspeita de pirâmide

A Justiça Federal em São Paulo determinou o sequestro de três Ferraris, quatro Lamborghinis, um Rolls Royce e 17 Mercedes Benz, entre outros carros, da empresa BBom, suspeita de formação de pirâmide financeira.

A decisão do juiz da 6ª Vara Criminal em São Paulo Marcelo Costenaro Cavali também já levou ao bloqueio de R$ 18 milhões em contas da companhia.

No processo judicial, estão em apuração supostos crimes de operação ilegal de empresa equiparada a instituição financeira, desvio e lavagem de dinheiro.

Na área cível, a Justiça Federal em Goiás já determinara restrições patrimoniais à companhia no início de julho.

A BBom diz ser uma “empresa especializada em canal de vendas direta e marketing multinível” de rastreadores.

A companhia promete ganhos progressivos a partir da compra de cotas e, sobretudo, da formação de redes de divulgadores dos negócios.

Em sua divulgação, veicula informações sobre o enriquecimento rápido de pessoas que participaram das operações da companhia.

Segundo dados do processo na Justiça Federal, a BBom já teria obtido a adesão de mais de 200 mil pessoas.

A decisão da Justiça Federal em São Paulo, do dia 14 de agosto, tinha como alvo o bloqueio de quase R$ 500 milhões que estariam em circulação pelas contas da BBom.

Porém, quando a medida foi efetivada só foram encontrados R$ 18 milhões nas contas da companhia.

A Justiça determinou ao todo o sequestro de 49 carros, a maioria de luxo e ano 2013.

A Polícia Federal ainda está em busca da maior parte dos veículos.

Na Justiça Cível Federal de Goiás, a determinação de bloqueio de valores chegou a mais de R$ 300 milhões e também incluiu outros bens.

As decisões judiciais são provisórias e ainda podem ser revertidas na Justiça.

OUTRO LADO

Em nota, a assessoria de imprensa da Bbom informou que o departamento jurídico da empresa “está tomando todas as providências” em relação ao bloqueio feito pela Justiça Criminal Federal em São Paulo e já recorreu contra decisão da Justiça Cível Federal de Goiás.

De acordo com a nota,”todas as solicitações feitas pela Justiça estão sendo cumpridas pela empresa, conforme determinação judicial ocorrida na data solicitada”.

“A empresa confia na Justiça brasileira e aguarda uma decisão jurídica sobre a ação proposta pelo Ministério Público de Goiás e reitera, que está cumprindo e colaborando com todas as informações que foram solicitadas pela Justiça”, completa a nota.

 

(*Folha de S.Paulo)

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