Polícia civil elucida crime de latrocínio contra o jovem José Wilk, desaparecido desde quarta-feira

O jovem José Wilk, 21 anos, sai de casa para mais um dia comum de trabalho. Ele é funcionário da empresa Energisa, onde trabalha como leiturista de energia, e se deslocava para a zona rural do município. Neste dia, José Wilk não retornou para sua casa.

Com o desaparecimento do jovem, a família aciona a Polícia Civil do Município, que pouco depois das 7 da manhã, se desloca, com apoio da Polícia Militar, para o local onde o mesmo foi visto pela última vez, na localidade conhecida como Ramal do Raildo, as margens do Rio Acre, distante 45 km da BR 317, que dá acesso ao local. 

Durante todo dia a Polícia e os moradores da localidade, faziam buscas nas redondezas à procura de informações e pistas que pudessem levar ao paradeiro de José.

Com a experiência da equipe de investigação da Polícia Civil, de imediato os agentes identificaram um suspeito que poderia ter relação com o desaparecimento do jovem.

À medida que as horas iam passando, as buscas eram intensificadas. Por volta das 17h, a moto de José Wilk foi encontrada, dentro de um bananal. Ao refazer o percurso, por onde teria se deslocado a moto, as pistas levaram à residência do suspeito, que inicialmente a Polícia já havia identificado.

A Polícia deu sequência às buscas, e por volta das 18h, o principal suspeito foi encontrado. O mesmo confessou o crime e levou a Polícia até o local onde haviam escondido o corpo do rapaz.

De acordo com as informações levantadas pela investigação, o crime foi premeditado, e segundo relato de um dos autores, ele não agiu sozinho, e contou com ajuda de mais 2 criminosos. Eles sabiam exatamente o dia que José Wilk passaria no local e armaram uma “tocaia”. Quando José chegou no local onde o crime aconteceu, para fazer o seu trabalho, ao abrir um “colchete”, porteira rústica na zona rural, ele foi surpreendido pelos criminosos, que alvejaram José com um disparo de arma de fogo. Segundo o autor, o tiro teria sido abaixo do braço. O objetivo dos criminosos era roubar a moto do jovem, o que configura como crime de latrocínio, roubo seguido de morte.

Após cometerem o crime, levaram José Wilk para um local próximo, cavaram uma vala e enterraram o jovem, de bruços.

Após elucidar o caso, em menos de 24 horas, a Polícia prendeu o autor que confessou o crime e agora trabalha para prender os outros dois envolvidos, que já foram identificados, sendo um deles, foragido da justiça.

“Mesmo com tantos anos de serviço, é difícil não se emocionar com um crime bárbaro como esse. Quando estávamos no local, falei com nossa equipe que só sairíamos de lá quando encontrássemos a vítima e prendessemos um dos responsáveis pela morte do jovem José Wilk. Gostaríamos de tê-lo encontrado com vida, mas infelizmente o desfecho foi trágico. Agradeço a Deus, aos meus parceiros de trabalho da Polícia Civil, ao Tenente Vasconcelos e sua equipe da Polícia Militar e a sociedade que nos ajudou. A Polícia sem o auxílio da comunidade não trabalha. Nós enquanto Polícia Civil sempre vamos nos doar ao máximo e além para que a população de Capixaba tenha paz. Sinto muito pelos familiares, eu imagino a dor dos pais”, disse o Inspetor da Polícia Civil Franciberto Lima ao portal i9capixaba.

Na manhã desta sexta-feira, 24, uma equipe do IML se deslocou para a localidade para resgatar o corpo do jovem José Wilk.

Na pacata cidade de Capixaba, o clima é de consternação. Por ser um jovem simples, trabalhador, cristão e muito querido, a notícia da morte de José Wilk abalou a todos da cidade.

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