Servidores cobram mais segurança das autoridades na UPA da Cidade do Povo

Pior do que as marcas de tiros no interior da unidade, são as consequências psicológicas para os que presenciaram as cenas de violência na semana passada na UPA da Cidade do Povo.  São pelo menos três buracos de balas nas paredes e no forro, resultado de uma tarde de terror sofrida pelos servidores e pacientes, quando um segurança sofreu numa tentativa de homicídio. Agora além das marcas nas paredes ficam as lembranças e o pânico de quem precisa continuar trabalhando no mesmo local, como medo de novos ataques.

Atualmente são mais de 3.300 famílias que residem no Conjunto habitacional, mas não existe nenhum posto policial no local, apenas algumas viaturas fazem a ronda nas ruas. Já na UPA, são cerca de 20 servidores durante o dia e também a noite, onde cerca de 150 pessoas por dia são atendidas. O clima de tensão e medo é explicito entre os trabalhadores.

Representantes do Sintesac, Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Acre estiveram esta semana no local para ouvir os servidores e tentar traçar estratégias e cobrar mais segurança das autoridades.

De acordo com Secretário de Segurança Pública do Estado, Emilson Farias, providências já estão sendo tomadas para resolver o problema da falta de segurança naquela região. Ele garante que uma delegacia deverá ser construída na Cidade do Povo.

Rose Lima – Redação TV5

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