Trabalhadores dos correios que aderiram à greve são penalizados com desconto nos salários pelos dias parados

O sindicato dos trabalhadores dos correios está denunciando a direção do órgão público, pelo corte nos salários dos servidores que aderiram a paralização. A categoria cruzou os braços no dia 18 de agosto, por conta da retirada de várias cláusulas do acordo coletivo que teria vigência até 2021, conforme dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho.

Centro de Tratamento de Encomendas dos Correios em Benfica, zona norte da cidade, durante a greve decretada após assembléia geral dos trabalhadores (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Foram retirados direitos como 30% do adicional de risco, vale alimentação, licença maternidade de 180 dias, auxílio creche, indenização de morte, auxílio para filhos com necessidades especiais, pagamento de adicional noturno e horas extras. Em última audiência realizada pelo TST a direção dos Correios recusou a proposta do Tribunal Superior na tentativa de encerrar a greve.

De acordo com a presidente do sindicato dos trabalhadores dos correios e telégrafos do Acre, Suzy Cristiny, a pressão, para acabar com o movimento grevista é grande por parte da direção dos correios. Os trabalhadores que aderiram à greve sentiram no próprio bolso, por determinação da direção foi descontado no salário deles, os dias não trabalhados.

O sindicato já viajou todo o estado pontuando propostas de melhorias, de acordo com informações da presidente do sindicato, todas foram negadas pela direção, e quem sofre é a população.

Reportagem/Demóstenes Nascimento

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