Publicado em 1 de março de 2013

Ahac diz que Estado precisa garantir aos presidiários sua integridade física e sexual

A CPI da Câmara dos Deputados destinada a investigar o tráfico de pessoas deu o que falar na Assembleia Legislativa do Acre. O depoimento dos acusados de aliciar menores para a prostituição em Rio Branco trouxe um certo “frisson” ao caso.

Uma das declarações sobre os bastidores da Operação Delivery que chamou atenção dos parlamentares, especialmente da instituição de combate à violência contra homossexuais, foram as protagonizados por Adriano Macedo Nascimento Filho.

Preso em outubro do ano passado acusado de pertencer à quadrilha que agenciava programas sexuais com menores de 18 anos, Adriano disse aos prantos durante seu depoimento, que vem sendo vítima de constantes abusos sexuais dentro do presídio.

Para o presidente da Associação dos Homossexuais do Acre (Ahac), Germano Marino, a informação é um tanto chocando, embora esse tipo de comportamento dentro dos presídios seja um tanto “habitual”, especialmente contra os homossexuais.

Marino diz que o Estado precisa se manifestar nessa grave violação dos direitos humanos, especialmente contra prisioneiros homossexuais e transexuais, criando estratégias e soluções para impedir a discriminação homofóbica e a violação sexual dentro dos presídios.

“É preciso que as autoridades realizem uma investigação séria nas instituições prisionais masculinas, tanto de adulto como de adolescentes infratores para se averiguar a extensão e a gravidade dos abusos sexuais e assédios que ali são praticados. É de responsabilidade do Estado assegurar aos presos o respeito à integridade física e moral”, pontua Germano Marino.

 

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