Publicado em 24 de janeiro de 2013

Aneel aprova redução de 18,01% na tarifa de energia dos acreanos

Muitas especulações foram geradas em torno da redução de energia, após o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff. O que a diretoria da Eletrobras Distribuição Acre (Eletroacre) não soube responder na manhã desta quinta-feira, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou no período da tarde.

O percentual do desconto que será aplicado à conta de luz dos consumidores acreanos será de 18,01%. As novas tarifas já entraram em vigor, mas o desconto total na conta de luz só vai começar a ser sentido pela população a partir do final de fevereiro.

As datas de leitura dos relógios são distribuídas ao longo do mês: por isso, a redução do preço da energia elétrica só deve ser percebida integralmente pelo consumidor após um ciclo completo de cobrança com as novas tarifas. Ou seja, no primeiro mês de vigência das novas tarifas, dependendo da data de vencimento da conta, parte do consumo utilizará a tarifa antiga e outra parte a nova tarifa, reduzida.

Como as novas tarifas valem a partir do dia 24 de janeiro, por exemplo, um consumidor que tem sua leitura feita no dia 10 de fevereiro, teria, em fevereiro, metade de sua energia faturada pela tarifa antiga e a outra metade pela nova tarifa. A partir de 25 de fevereiro todas as contas já perceberão os benefícios completos da tarifa reduzida.

Todos os consumidores residenciais do país receberam desconto mínimo de 18%. Para os consumidores de alta tensão, o desconto pode chegar a 32%. Algumas distribuidoras tiveram reajuste pouco maior, como é o caso da UHENPAL (Nova Palma Energia), que atua no Rio Grande do Sul, e que poderá aplicar o maior desconto: 25,9%.

Ao todo, oito empresas tiveram abatimento superior a 19%. Segundo o governo, isso ocorre porque cada empresa pratica uma tarifa diferente – em função das peculiaridades de cada concessão. O efeito dessa redução é estrutural, ou seja, promoverá uma mudança permanente no nível das tarifas, pois retira definitivamente custos que compunham as tarifas anteriores.

A medida vai exigir do Tesouro Nacional aporte de R$ 8,46 bilhões apenas em 2013.

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