Publicado em 13 de março de 2013

Moradores de rua são encaminhados para assistência social e médica

A problemática das pessoas em situação de rua na cidade de Rio Branco é uma preocupação do poder público. Diante dessa realidade, equipes de abordagem da Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social (SEMCAS) trabalham 24 horas por dia na busca de conhecer essas pessoas e na tentativa de reconstruir vínculos familiares, quando estes ainda existem. Em três semanas de intenso trabalho, já foram atendidas 45 pessoas nas proximidades do Terminal Urbano e do Mercado Municipal Elias Mansour. Os casos abordados vão desde crianças em trabalho infantil até pessoas em alto estado de dependência química.

CASOS abordados vão desde crianças em trabalho infantil até pessoas em alto estado de dependência química - Foto: Assessoria SEMCASCASOS abordados vão desde crianças em trabalho infantil até pessoas em alto estado de dependência química – Foto: Assessoria SEMCAS

O Serviço Especializado de Assistência Social (SEAS) apresentou os resultados do trabalho de quase um mês de atuação em que, das 45 pessoas atendidas, 25 estão permanentemente no espaço do Mercado Municipal, e destas, apenas 15 possuem vínculo familiar e o restante apresentam laços familiares fragilizados ou sem contato nenhum. As abordagens, nos casos de situação de rua, somaram 40 atendimentos, dos quais 15 pessoas foram encaminhadas à rede de saúde mental.

O objetivo do serviço de abordagem não apenas tira as pessoas das ruas, mas atua para construir um processo de saída espontânea da situação de abandono e autoabandono -e quando possível, fortalece os vínculos familiares para que possam apoiar e acompanhar o processo de reinserção do indivíduo no núcleo familiar e na busca de tratamento, no caso de dependência química.

Já os casos de trabalho infantil, a assistência social busca atender tanto as crianças como as famílias, a fim de garantir que haja proteção integral e a recuperação de direitos violados pela exploração. “É uma tarefa que não podemos realizar sozinhos, existe uma estrutura de serviços integrados entre os serviços de Assistência Social, a Polícia Militar e a Rede de Saúde”, disse o diretor de Proteção Especial da SEMCAS, Fábio Fabrício.

A sociedade pode ajudar informando situações de risco social de crianças, adolescentes e adultos aos órgãos de segurança pública e assistência social. É importante o entendimento de que ao comprar produtos vendidos pelos menores nas ruas e semáforos de Rio Branco, afasta as crianças de um desenvolvimento saudável, da escolarização e da convivência familiar e comunitária.

Centro Pop – A cidade de Rio Branco possui um Centro de Atendimento à População de Rua, que funciona no bairro Capoeira. Os trabalhos foram iniciados em setembro do ano passado, com o objetivo de dar os encaminhamentos necessários às pessoas que são acolhidas durante as abordagens.

O procedimento do Centro Pop consiste na abordagem visando o estabelecimento de vínculos de confiança, cujo objetivo principal é conhecer a história de vida do usuário, e construir, no respeito à sua autonomia, o processo gradativo de superação da situação de rua. Após a abordagem inicial, é realizado atendimento técnico, encaminhamento para as redes de saúde e de assistência social, referenciamento à família e o posterior acompanhamento da evolução do atendimento realizado.

O serviço prestado no Centro Pop deve ser visto como parte estratégica da busca de soluções para os problemas sociais causados pela situação de rua em que se encontram algumas pessoas, que muitas vezes têm uma moradia fixa, porém, devido à dependência química, terminam em vias públicas sem amparo da família e sofrendo as consequências dos vícios. O Centro Pop é normalmente acionado através dos serviços de saúde e de segurança pública, estabelecendo-se como parte integrante dos serviços públicos.

Assessoria PMRB

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