Publicado em 5 de março de 2013

No mês da mulher, presidiárias ganham programa de qualificação profissional

Depois de um estudo detalhado sobre o perfil das mulheres em regime prisional na unidade Francisco de Oliveira Conde, em Rio Branco, o Ministério Público do Acre lançou na manhã de ontem, o Programa de Ressocialização que vai contemplar as apenadas da capital.

Durante o evento de lançamento, que contou com a presença de várias autoridades, houve a assinatura do acordo de Cooperação Técnica entre o Ministério Público e Governo do Estado, por meio das Secretarias de Estado SEPN, Sejudh, Iapen e SEPMulheres.

A pesquisa realizada no mês passado ouviu 125 presas de um total de 183 que se encontram no presídio feminino, com idade entre 18 e 30 anos. Mais da metade (55,20%) não concluíram o ensino fundamental. O estudo também revelou que o índice de reincidência de mulheres é bem maior que o de homens.

“Nosso objetivo maior com o programa é que as mulheres ao sair do sistema prisional tenham alguma atividade para se dedicar do lado de fora, para que não sejam cooptadas para o mundo do crime novamente”, disse o diretor do Iapen, Dirceu Augusto.

O projeto de ressocialização é uma parceria entre o Ministério Público e a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, que resultou no convênio nº 052/2011, no valor de R$ 419.433,00. O referido valor será investido na aquisição de materiais, material educativo, realização de pesquisa sobre o perfil vocacional e realização de um programa de qualificação profissional para as mulheres em regime prisional.

No Acre, a execução do programa se dará por meio de uma atuação articulada do MP com a Secretaria de Políticas para as Mulheres, Coordenadoria da Mulher da Prefeitura de Rio Branco, Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Iapen e Secretaria de Estado de Pequenos Negócios.

 

 

 

 

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