Mês de agosto começa com fumaça de queimadas no céu do Estado

Apesar dos alertas feitos à população, no sentido de não fazer uso do fogo para a queima de pastagem ou entulhos nos quintais, nuvens de fumaça se espalham sob o céu do Estado. O problema, segundo os órgãos de meio ambiente e Corpo de Bombeiros, tende a se agravar nos meses de agosto e setembro, quando o período da estiagem se torna ainda mais severo, ficando mais quente e seco.

“Os meses de julho a setembro são os mais críticos em relação à ocorrência de queimadas no município”, afirma a diretora do Departamento de Controle Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia), Márcia Oliveira. Nesse período, segundo ela, algumas ações são direcionadas e o trabalho da fiscalização é intensificado para dar maior eficácia às atividades.

“Além do serviço diário de monitoramento, fiscalização e atendimento de denúncias, durante os meses de maior incidência de incêndios são realizados de plantões em horário alternativo, inclusive nos sábados, domingos e feriados”, acentua Márcia Oliveira. O serviço do Disque-Denúncia (68) 3228-5765 funciona de segunda a sexta-feira das 07h30 às 18 horas. “O cidadão também pode se dirigir à sede da secretaria”, lembra.

O órgão está localizado na Avenida Antônio da Rocha Viana, no espaço do Horto Florestal, bairro Vila Ivonete. A diretora garante que o trabalho educativo também vem sendo desenvolvido de forma intensificada no município, com a distribuição de folders informativos e orientações no sentido de conscientizar a população sobre os danos causados pelas queimadas.

Penalidades previstas pela legislação ambiental

As multas para quem desobedece a lei que proíbe as queimadas variam de R$ 228 a R$ 3,4 mil, dependendo do volume de material queimado ou do tamanho da área atingida. Como pena alternativa a Semeia promove palestras educativas para as pessoas de baixa renda, desde que não sejam reincidentes e colaborem com a fiscalização. “Os autos de infração aplicados são encaminhados ao Ministério Público Estadual para a instauração de processo criminal”, acrescenta Márcia Oliveira.

Situação tende a se agravar nos meses de agosto e setembro, quando o tempo se torna mais quente e seco
Situação tende a se agravar nos meses de agosto e setembro, quando o tempo se torna mais quente e seco

Ela enfatiza que o trabalho de prevenção, fiscalização e combate às queimadas é feito em parceria com vários órgãos municipais, estaduais e federais, a exemplo do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil Municipal e Estadual, Imac, Sema, Ibama e Ministério Público, entre outros. “A ação integrada visa minimizar os danos causados e dinamizar o trabalho das instituições”, detalha.

Aumento no número de queimadas

Segundo o Departamento de Controle Ambiental da Semeia, até o mês de junho de 2015 já haviam sido registradas 105 denúncias de queimadas em Rio Branco, que resultaram na emissão de 32 notificações e quatro multas dirigidas a pessoas responsáveis por promover tais queimadas. “Houve um acréscimo no registro de denúncias referente às queimadas, em comparação com o ano passado”, detalha a chefe do Departamento, Márcia Oliveira.

Segundo informações emitidas por ela, em 2014, no mesmo período (janeiro a junho), foram registradas 77 denúncias e emitidas 38 notificações. Nessa mesma época, em 2015, os bairros com maior número de queixas foram: Seis de Agosto, Paz e Mocinha Magalhães.

Alerta do Corpo de Bombeiros

“Em todos os anos anteriores o nosso poder operacional é aumentado no mês de agosto, quando o calor aumenta, a umidade relativa do ar diminui e temos uma variação brusca na temperatura”, explica o major do Corpo de Bombeiros, Charles Santos. Ele deixa claro que provocar queimada é crime e que não vale a justificativa de que a pessoa estaria queimando dentro de seu quintal.

“A partir do momento que a pessoa queima no seu quintal e a fumaça vai para o meio ambiente, está provocando mal a outra pessoa. Um simples pedaço de vidro [aliado ao calor do sol] gera incêndio. Uma ponta de cigarro acesa jogada na margem de estrada gera incêndio”.

PRF orienta sobre os riscos de queimadas às margens das estradas

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) orienta os condutores sobre os cuidados que cada um deve ter em relação aos incêndios, que nesta época do ano se tornam comuns nas margens das estradas. Além de reduzir a visibilidade dos motoristas, a fumaça pode fazer aumentar a presença de animais nas pistas, tendo em vista que os bichos se afastam do pasto em busca de capim verde e acabam invadindo as vias.

Dicas importantes na falta de visibilidade

  • Diminuir a velocidade do veículo, porém sem freadas bruscas.
  • Manter o farol aceso em luz baixa, mesmo de dia.
  • Aumentar a atenção também sobre os veículos de trás.
  • Manter uma distância segura do veículo que segue a frente e sinalizar todos os movimentos que fizer utilizando as setas indicativas de direção (pisca-pisca).
  • Nunca parar sobre a pista, e, caso necessite parar, o condutor deve direcionar o veículo para o acostamento e sinalizar o máximo sua localização, utilizando triangulo, pisca-alerta e luz de estacionamento (meia luz), se possível sair até mesmo do acostamento.
  • Os condutores ou passageiros fumantes não podem jogar para fora do veículo “bitucas” de cigarros, fósforo acesso, vidros ou quaisquer objetos que possam potencializar a luz solar e gerar fogo.

Val Sales – valsales@pagima20.com.br

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