Israel reforça segurança em Jerusalém para as tradicionais orações de sexta-feira

Israel reforçou a segurança nesta sexta-feira (8), dia da grande oração na Esplanada das Mesquitas, após as convocações para que os palestinos protestem contra o reconhecimento por Donald Trump de Jerusalém como capital israelense. Confrontos entre palestinos e forças de segurança foram registrados nesta manhã em Belém e perto da fronteira com a Faixa de Gaza.

Na quinta-feira (7), o Hamas, movimento islâmico com atuação política e um braço armado, convocou uma nova intifada (termo utilizado para fazer referência à revolta palestina contra a política de expansão do governo de Israel).

Ismail Haniyeh, eleito líder geral do grupo em maio, pediu que palestinos, muçulmanos e árabes se manifestem contra a decisão dos Estados Unidos. “Deixem 8 de dezembro ser o primeiro dia da intifada contra o ocupante”, disse Haniyeh, que chamou esta sexta de “dia da raiva”. Neste, que é o 1º dos “três dias de fúria”, foram registrados protestos em vários países.

Apesar da tensão, Jerusalém não teve confrontos. Porém, em Belém (na Cisjordânia ocupada) e nas proximidades da Faixa de Gaza, palestinos entraram em confronto com as forças de Segurança.

Grupos radicais convocam revolta contra decisão de Trump no Oriente Médio

Após o apelo feito pelo Hamas, que recebeu o apoio do grupo xiita libanês Hezbollah, confrontos de manifestantes contra tropas israelenses foram registrados em Ramalah (onde fica a sede da Autoridade Palestina) e Belém, também situada na Cisjordânia ocupada. O exército israelense anunciou, por sua vez, o reforço da segurança na Cisjordânia. Também houve protestos em Jerusalém.

 

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