Publicado em 24 de janeiro de 2013

Qual é o tamanho da sua fome para passar num concurso público?

José Wilson Granjeiro

Um dia você ainda vai olhar para trás e ver que os problemas eram, na verdade, os degraus que o levaram à vitória

Você quer passar em concurso público? Tem fome para isso? Então, há algo que pode mudar sua vida em um instante. Sabe o que é? Ação!

O primeiro passo é fácil: você precisa apenas tomar a decisão. Imagine-se daqui a um ou cinco anos e pergunte-se, lá no futuro, o que você desejaria ter feito hoje. Não tenha dúvida: o segredo de estar à frente é começar a agir. Quer uma sugestão? Comece a estudar e não pare mais enquanto não obtiver a tão sonhada aprovação para um cargo no Executivo, no Legislativo ou no Judiciário.

O concurseiro não pode deixar o medo atrapalhar a realização dos seus sonhos nem se render àquele pensamento comum entre os covardes: “Poxa, e se isso não der certo?” Se ele acreditar em si mesmo, o sucesso chegará, naturalmente. Para isso, só é preciso ter vontade sincera de ir até o fim. E, primeiro, é preciso mergulhar de cabeça. Não caia na armadilha do medo. Ignore-a.

O desafio do concurso público exige garra, exige tenacidade, exige entrega total, exige paixão de quem se propõe a vencê-lo. Se a paixão está presente em sua corrida, você seguirá o percurso a toda velocidade. Não há dúvida: você será bom! O que faz alguém ser bom em algo é dedicação, trabalho duro e  comprometimento em fazer as coisas com a direção e a metodologia corretas. Agindo assim, você será não apenas bom, mas o melhor ou um dos melhores na disputa pela tão sonhada vaga.

Concurseiro de sucesso é aquele que pensa como um profissional de qualquer área cuja meta seja tornar-se um dos melhores em seu campo de atuação. Assim, cabe a pergunta: o que faz de alguém um excelente profissional? Eu respondo: é a determinação em pegar aquela pequena ideia ou aquela pequena decisão que se tomou e executá-la, levando-a o mais longe que a imaginação puder levar, dedicando toda energia do corpo para a causa. É como se a pessoa já enxergasse, no fim da estrada, sua grande recompensa, por ter sido a melhor e não se acomodar por motivo nenhum.

Portanto, não basta talento, nem habilidade. A receita de sucesso depende apenas do tamanho de um ingrediente: a vontade que o concurseiro tem para alcançar seu objetivo, que é a aprovação. O candidato a um cargo público deve ser capaz de dar boas respostas às seguintes perguntas: Quão grande é o seu apetite pelo sucesso? O que está disposto a fazer para concretizar seus sonhos?

Os profissionais só se tornam os melhores no que fazem quando não ligam para a opinião de terceiros, nem para as dificuldades. Além disso, eles não tiram dias de folga, pois mantêm-se cem por cento dedicados ao seu objetivo, preparando o caminho para fazerem o que sabem fazem melhor. Tudo é para um propósito muito maior do que qualquer felicidade eventual que uma gratificação imediata proporcione.

Alcançar nossos objetivos é bênção pura. Quanto maiores as expectativas, mais esse sentimento se amplifica. Qual seria, então, a diferença entre você que está se preparando para um concurso, com todas as energias concentradas nessa empreitada, e os seus concorrentes? É simples: os profissionais são aqueles que estão dispostos a ir até a exaustão completa, todo santo dia. O concurseiro que busca a aprovação tem de ser assim.

Exaustão é aquele ponto doloroso que machuca tanto que nos impede de raciocinar direito e nos faz concluir que não podemos ir adiante. Se você for atingido por esse tipo de sentimento, faça a diferença e siga em frente. Se estudou a noite toda, estude mais durante o dia, assista às aulas, repasse as lições, faça resumos. Até, de fato, não aguentar mais. É nesse ponto, quando você tiver certeza de que fez absolutamente tudo ao seu alcance, somente nesse ponto que você  terá atingido a exaustão.

Quão disposto você está a fazer esse tipo de sacrifício para passar no concurso? O que você está fazendo agora? Pergunte-se: Você está caminhando para mais perto dos seus objetivos ou está se afastando deles? Está batendo na porta da exaustão ou apenas se sentindo desconfortável? Entenda que estar desconfortável não é o mesmo que estar exaurido. O bom concurseiro enfrenta e vence o cansaço. Os maus concurseiros se rendem a ele.

A sensação de desconforto nada mais é do que a mente desistindo antes do corpo. Sentir-se desconfortável, portanto, é o alerta para que você persista. Contudo, isso ainda não é o suficiente para sagrá-lo vencedor na disputa com milhares de candidatos que querem o mesmo que você: a vaga no serviço público, com todas as vantagens de ser servidor: estabilidade, status, um belo contracheque, assistência médica para si e a família e segurança para o futuro, graças a uma aposentadoria digna e condizente com seu padrão de vida.

Em busca desse sonho, é preciso alcançar a excelência. E ela só é atingida quando você se convence de que está “morrendo” de estudar. É isso que o tornará o melhor naquilo que se dispôs a fazer.

Você já viu corredores de maratona em ação? Imagino que sim. Entretanto, se você não é um deles, é difícil imaginar os sacrifícios que eles impõem a si mesmos para alcançar a linha de chegada, mesmo sem chance nenhuma de vitória. O importante, para eles, não é o pódio, mas a superação do desafio e dos próprios limites. Não importam as dores quase insuportáveis pelo corpo, o cansaço que se espalha da cabeça aos pés. Em determinado momento, eles se comportam como máquinas, que só são desligadas depois de ultrapassar a linha de chegada.

Sabe, é mais fácil comprar ingressos para um jogo do que se preparar para ele. É mais fácil passar o tempo com os amigos do que subindo e descendo escadas uma hora por dia. É mais fácil dormir até tarde do que acordar para enfrentar 10 mil metros de corrida. É mais fácil ir a uma festa do que fazer agachamentos forçados. Entretanto, o maratonista só consegue vencer os 42.195 metros de uma prova porque faz tudo isso. Na preparação para concurso público, o concurseiro precisa ser assim. Do contrário, não figurará entre aqueles que terão alcançado a linha de chegada.

É muito mais fácil assistir do sofá a atletas do que ser o cara que segura o troféu. Mas também é muito mais fácil olhar para trás e saber que você fez de tudo para vencer, do que viver remoído pelo arrependimento; não ter desperdiçado seu potencial, do que ter deixado esse peso nos ombros por toda a vida.

Ninguém disse que tornar-se bem-sucedido seria tarefa fácil. Mas pode ter certeza de que vale a pena. Você é o seu próprio criador neste mundo. E não existe “falha”. Você só precisa falar para si mesmo: “Não foi desta vez, mas vou tentar de novo, de novo e de novo. Se eu não passei neste concurso, vou olhar para minha ‘falha’ diretamente nos olhos e dizer a ela que estou disposto a fazer todo e qualquer esforço novamente para alcançar meus objetivos. Afinal, sem esforço, nunca haverá nenhum progresso.”

Tudo se resume a quanto você quer isso. Tudo depende do tamanho do seu apetite pelo sucesso. Você apenas quer ou está morrendo de fome por isso? Mantenha-se firme em seu objetivo, continue direcionado, continue com fome.

Pois só assim você conseguirá conquistar o seu

FELIZ CARGO NOVO!

Deixe seu comentário

Mensagem (Obrigatório)