Publicado em 22 de novembro de 2012

Caspa: além do couro cabeludo pode acometer também sobrancelhas, orelhas, umbigo e área genital

Terezinha de Freitas Ferreira*

A caspa é uma variedade de dermatite seborreica que atinge o couro cabeludo especificamente, ocasionada pelo excesso de descamação do couro cabeludo, não ocorrendo inflamação. Estima-se que cerca de 40% da população mundial seja acometida pela caspa ao menos uma vez por ano. No caso dos brasileiros essa estimativa gira em torno de 50%.
A caspa pode ser seca ou oleosa. A oleosa é a chamada seborreia ou dermatite seborreica. Por ser considerada uma forma mais grave de caspa, ela requer cuidados médicos.
Matéria constante do site Bibliomed indica que o verdadeiro responsável pela caspa pode ser um fungo microscópico chamado Malassezia que vive no couro cabeludo da maioria das pessoas adultas, sem causar qualquer problema. Contudo, em alguns casos, ela pode crescer exageradamente, alimentando-se das secreções oleosas produzidas pelos folículos pilosos, provocando irritação e descamação.

SINTOMAS
Os sinais e sintomas da caspa são bem conhecidos: uma coceira permanente no couro cabeludo que faz soltar pequenos flocos brancos e oleosos de pele morta que se espalham sobre os ombros.
Oliveira e colaboradores (2012) asseguram que além do couro cabeludo, a caspa pode acometer sobrancelhas, orelhas, parte central da face, peito e costas, sulco infra mamário, umbigo, área genital e virilhas.

CAUSA
Alguns fatores de risco são apontados pelos especialistas, como causadores da caspa quais sejam: estresse, aumento da oleosidade da pele, variações hormonais, diminuição da imunidade, doença de Parkinson e outros distúrbios neurológicos, permanentes, alisamentos ou colorações em excesso, utilização de produtos inadequados e limpeza pouco frequente ou inadequada do couro cabeludo.
Além disso, conforme alguns autores, a exemplo de Barsanti (2012), a ingestão de muito açúcar, e a utilização constante de água quente durante o banho pode desencadear o problema da caspa em pessoas que já tem a genética favorável ao couro cabeludo oleoso.

CUIDADOS
Os especialistas indicam às pessoas que apresentam o problema, a adoção dos seguintes cuidados:
– manter uma alimentação mais saudável, com acréscimo de gorduras e óleos de boa qualidade e frutas oleosas;
– usar um xampu anticaspa adequado três vezes por semana;
– massagear com creme hidra-tante apropriado no couro cabeludo antes ou depois da lavagem;
– enxaguar e secar muito bem o cabelo após as lavagens.
Outros cuidados que podem ser tomados para evitar a caspa e enumerados por outros autores compreendem:
a) aprender a diminuir o nível de estresse, já que este afeta a saúde como um todo, tornando o organismo suscetível, não só a caspa, mas a várias outras doenças;
b) suspender por um tempo os produtos cosméticos, como laquês, mousses, tinturas e outros; e
c) tomar um pouco de sol, pelo menos 15 minutos no início da manhã ou no final da tarde.

TRATAMENTO
Alguns autores são adeptos do tratamento tradicional e indicam que nos casos mais leves, o problema pode ser resolvido através da utilização de xampu suave que age reduzindo a oleosidade do couro cabeludo.
Nos casos mais graves o tratamento da caspa exige paciência e persistência. Por isso, necessário se faz utilizar xampus com propriedades anticaspa.
Vale lembrar que o xampu deve agir por pelo menos cinco minutos, antes do enxágüe, sendo que, inicialmente o uso deve ser diário e, posteriormente duas ou três vezes na semana.
Outros autores acreditam na forma mais atual de tratamento e, nos casos menos graves indicam que seja realizado um peeling no couro cabeludo, aplicação de soluções tópicas e o uso do laser, para desinflamar a área. Já nos casos mais graves, além deste tratamento, também deve ser feito o uso de fungicidas.

RECOMENDAÇÕES
Atualmente, há vários tratamentos eficazes para a caspa. Mas, se você é portador de caspa ou seborréia, é aconselhável procurar um dermatologista, já que ele é o profissional mais indicado para determinar qual a conduta terapêutica a ser adotada no seu caso.
* Terezinha de Freitas Ferreira é doutora em Enfermagem pela Universidade de São Paulo – USP. Professora do Centro de Ciências da Saúde e do Desporto – UFAC. Consultora Edito-rial das seguintes revistas científicas: Revista Brasileira em Promoção da Saúde da UNIFOR e Revista de Saúde.com., da UESB.

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