Publicado em 5 de setembro de 2013

Chuva de facas e celulares no presídio de Sena preocupa segurança

Uma quantidade descomunal de telefones celulares e facas jogados no presídio de Sena Madureira, Evaristo de Moraes, vem deixando preocupada a segurança daquela unidade prisional. Na manhã desta quinta-feira, 05, a delegacia de Polícia Civil local foi informada que os agentes penitenciários apreenderam a maior quantidade de todos os tempos de objetos proibidos jogados por cima da muralha por fala de policiamento nas guaritas de monitoramento, sendo 11 telefones celulares, 7 carregadores de baterias, chips e, além disso, outras 3 facas também foram apreendidas pelos agentes numa única noite.

De acordo com informações colhidas na delegacia, as três facas apreendidas são: uma grande do tipo coqueira e outras duas do tipo peixeira. Os telefones e as armas brancas estavam em dois embrulhos jogados na calada da noite no pátio do presídio, por cima da muralha, para que na manhã desta quinta-feira chegassem ao poder dos presos, não fosse a vigilância e atenção da segurança interna.

Não há policiamento na muralha há mais de um ano

Segundo informação dos agentes, a falta de policiamento na muralha é o único motivo para que ocorra com frequência essa chuva de armas e celulares no presídio de Sena.

“Queremos chamar a atenção do ministério público e da juíza de execução penal para a fragilidade da segurança por falta de policiamento na muralha, que pela Lei de Execuções Penais é de responsabilidade da policia militar. Estamos correndo risco de morte por conta, unicamente, da falta de alguém que fiquei permanentemente nas guaritas, já comunicamos o fato ao IAPEN e aos órgãos fiscalizadores, mas há mais de dois anos o problema não é solucionado e quase todo dia estamos interceptando objetos ilícitos arremessados pela muralha”, disse um agente penitenciário.

Outra preocupação é o perigo de uma carnificina entre os presos, pois existem grupos rivais dentro da unidade. O que leva os mesmos a tentarem se armar nas celas para um possível confronto sangrento.

A Polícia Militar informou a reportagem que envia diariamente três PMs para cumprir com a obrigação de fazer a segurança externa da unidade, mas os policiais não sobem na muralha embasados num laudo da vigilância sanitária atestando insalubridade no local, que precisa de adaptações e reforma.

As apreensões

As apreensões mais recentes ocorreram em dois momentos. No primeiro embrulho estavam 3 facas, 5 celulares e 5 carregadores de baterias e chips, que foram arremessados por volta das 22h30 na parte de trás da unidade. E no segundo momento, um pouco mais tarde, foi avistado outro pacote contendo mais 6 aparelhos de telefones celulares de várias marcas, e 2 carregadores de bateria, jogados também por cima da muralha a menos de 50 metros do posto policial na entrada do presídio.

Por lei, os agentes penitenciários são responsáveis pela parte interna da segurança, e não puderam identificar os responsáveis pelo envio dos materiais, que após jogar as celulares e facas desaparecem sorrateiramente. Mais de 50 celulares foram interceptados nos últimos meses no local. Armas do tipo faca apreendidas ontem não são comuns, informou a segurança.

Sena24horas)

Deixe seu comentário

Mensagem (Obrigatório)