Publicado em 18 de fevereiro de 2013

Delivery: Adálio Cordeiro é interrogado, mas evita falar com jornalistas

O desejo de não falar com os jornalistas que o aguardavam na 2ª Vara da Infância e Juventude, onde acontece o interrogatório dos acusados de pertencer a uma rede de prostituição infantil em Rio Branco, se deu logo na chegada. Acompanhado do filho, o pecuarista Adálio Cordeiro, de 80 anos, chegou por volta das 8h30, abatido e tentando se proteger dos holofotes da imprensa.

O pecuarista foi ouvido na manhã desta segunda-feira pelo juiz da Vara da Infância e Juventude de Rio Branco, Romário Divino, e por promotores do Ministério Público Estadual (MPE). O interrogatório durou quase uma hora. Adálio que cumpria prisão domiciliar foi beneficiado por força de um habeas corpus no início do mês.

O interrogatório de Adálio Cordeiro era para ter acontecido no último dia 5, no mesmo dia em que o também pecuarista, o ex-vice presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Assuero Veronez foi ouvido. Alegando problemas de saúde, a audiência teve que ser remarcada para o dia 18.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o fazendeiro era um dos principais clientes de uma extensa rede de prostituição de mulheres, incluindo menores de 18 anos, na cidade de Rio Branco.

Das 22 pessoas acusadas pela prática dos crimes previstos no Título VI, da Parte Especial, do Código Penal – “crimes contra a dignidade sexual” -, duas serão interrogadas por meio de carta precatória – uma expedida para o Ceará (CE) e a outra para o Espírito Santo (ES). As duas últimas, Greice Maria Vasconcelos de Almeida, que seria interrogada ontem, e Francinei de Oliveira Contreira serão ouvidas nesta quinta-feira, 21.

 

 

 

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