Iapen fecha parcerias e deve colocar até 500 reeducandos para trabalhar este ano

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp)

Apesar da forma como recebeu a direção do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), com dívidas, déficit de servidores, superlotação de unidades prisionais e problemas de infraestrutura, a nova gestão da pasta vem tomando medidas de segurança e ainda buscando parcerias que possam ajudar a melhorar o sistema.

Ao todo são 10 unidades penitenciárias e ainda o sistema de monitoramento que abrigam  cerca de 7,500 reeducandos. Mais da metade deles são jovens entre 18 e 25 anos, reincidentes e com o ensino fundamental incompleto. Para o governo, cada um deles, custa o equivalente a R$ 2,700 (dois mil e setecentos reais) e a cada 10 desses detentos, 7 acabam voltando para o sistema.

As causas são as mais variáveis possíveis, vão desde o recrutamento por parte das facções criminosas dentro e fora dos presídios ao preconceito e desconfiança, o que gera a dificuldade de arranjar um emprego em meio a sociedade. A falta de estudos e ainda de qualificação profissional.

Foi pensando em iniciar um processo de real ressocialização que possa desafogar parte desses problemas no sistema, que o diretor-presidente Lucas Gomes, já nos primeiros 10 dias de sua gestão, procurou parcerias e deve colocar ainda no primeiro trimestre do ano, até 500 reeducandos para trabalhar para o estado através da Secretaria de Obras. Serão presos em regime fechado que terão essa oportunidade, selecionados mediante o cumprimento de alguns requisitos e ainda que tiverem passado por cursos profissionalizantes também garantidos através de parcerias.

Hoje o sistema oferece cursos de roçagem, cabeleireiro e eletricista. Mais de 2 mil já foram capacitados através de cursos oferecidos durante a gestão anterior e esses serão os aproveitados nessa nova fase de ressocialização. A parceria com o apoio da Vara de Execuções Penais abrange não só as unidades da capital como também do interior.

“Nós pegamos a administração do iapen com diversos problemas. Só de dívidas temos aí mais de 12 milhões, problemas de estrutura, superlotação, falta de servidores e ainda o problema de reincidência que é o que mais nos preocupa. Sabemos que precisamos criar mecanismos de ressocialização, além da repressão e precisamos do apoio de outras instituições como já estamos fechando com a Secretaria de Educação, Secretaria de Obras e a Prefeitura do município. O preso é muito caro para o estado e com essas parcerias pretendemos dar um retorno com serviços prestados, além de dar oportunidades, ocupá-lo, não os deixar na ociosidade e tentar diminuir o problema de reincidência ao capacitá-los para o mercado de trabalho. Os benefícios são muitos, as dificuldades também, mas, nós não pretendemos parar, esse trabalho será nossa linha de frente”, ressaltou o diretor Lucas Gomes.

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