Publicado em 14 de janeiro de 2013

Operação Delivery: audiência de instrução e julgamento deve durar cerca de dez dias

Os números oficiais ainda serão divulgados. Entretanto, a previsão do 2º Juizado da Infância e Juventude é que mais de 100 pessoas, entre acusados, vítimas e testemunhas sejam ouvidas durante a fase processual da Operação Delivery.

A audiência de instrução e julgamento começa na próxima terça-feira (22), e pode se estender até o dia 2 de fevereiro, conforme prevê a Justiça. Dentro desse tempo, os advogados terão a oportunidade de apresentar a defesa dos réus.

Dependendo dos depoimentos, a Justiça não descarta a prisão de mais pessoas ao longo do processo. A Operação Delivery, realizada pela Polícia Civil em parceria com o Ministério Público Estadual foi deflagrada no dia 17 de outubro do ano passado.

Na primeira fase, a ação policial resultou na prisão de sete pessoas, que de acordo com as investigações estavam envolvidas com o crime de exploração sexual e favorecimento à prostituição de crianças e adolescentes em Rio Branco.

O grupo era responsável também pelo aliciamento dos menores, de acordo com apurações da polícia. As vítimas, solicitadas por telefone, eram entregues pelos agenciadores nos locais marcados pelos clientes.

No dia 2 de novembro, a Justiça decretou a prisão de mais três envolvidos na rede de exploração sexual, que neste caso configuravam-se como “clientes”. Entre eles, os pecuaristas Assuero Doca Veronez e Adálio Cordeiro.

Por força de habeas corpus, os dois ganharam liberdade seis dias depois que foram colocados atrás das grades. Logo em seguida, a Câmara Criminal decidiu que os pecuaristas deveriam voltar para a cadeia.

Na semana passada Adálio Cordeiro foi preso em Ji-Paraná pela Polícia Federal, e Assuero Veronez continua foragido.

 

 

 

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